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Convocado por deputados, Carvalho diz que vai 'com boa vontade' à Câmara

Rafael Moraes Moura - Agência Estado

12 Março 2014 | 16h 33

Titular da Secretaria-Geral da Presidência evita falar em retaliação de parte da base aliada a Dilma; só nesta quarta, 11 representantes do governo foram chamados a prestar esclarecimentos na Casa

Brasília - Convocado pela Câmara dos Deputados a prestar esclarecimentos sobre "denúncias de irregularidades de ONGs", o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse ao Broadcast Político, nesta quarta-feira, 12, que vai com "toda a boa vontade" prestar os esclarecimentos solicitados pelos parlamentares, mas procurou minimizar o episódio.

Numa única tacada, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovou a convocação de quatro ministros de Estado da presidente Dilma Rousseff, dando continuidade à retaliação do chamado "blocão" ao Palácio do Planalto. Além de Carvalho, também foram convocados o ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT); da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage; e do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

"Fui convocado juntamente com o meu querido Jorge Hage na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara sobre a questão de um convênio com uma entidade lá em São Paulo. Eu, naturalmente, vou com toda a boa vontade para prestar todo esclarecimento, já que é papel do Congresso fazer a fiscalização", disse Carvalho ao Broadcast Político, antes de participar do seminário "Imprensa e Organizações da Sociedade Civil", em Brasília.

Questionado sobre a nova retaliação do Congresso contra o governo Dilma Rousseff, Carvalho respondeu: "Não posso interpretar assim. Não cabe fazer essa interpretação, só quem votou (pela convocação) é que pode saber, dizer por que votou". "Mas de um lado tenho de entender que é natural o Congresso pedir esclarecimentos e tal, não tenho como entrar nas questões subjetivas", minimizou.

Carvalho também deverá ser questionado por deputados sobre o patrocínio da Petrobrás, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal a um evento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), numa marcha que terminou em confronto com a Polícia Militar do Distrito Federal. O caso foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo.