1. Usuário
Assine o Estadão
assine
Eleições 2014

Controle da inflação também é feito com melhora dos gastos, diz Marina

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS - Estadão Conteúdo

24 Agosto 2014 | 15h 21

Candidata do PSB à Presidência afirma ser possível manter índice sem afetar programas sociais

São Paulo - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, disse neste domingo, 24, que o controle da inflação não se dá só pelo aumento de juros. Segundo a ex-ministra que cumpre vista neste instante o Centro de Tradições Nordestinas (CTN) na zona norte de São Paulo, o controle da inflação se dá também pela eficiência do gasto público.

"Nós achamos que é perfeitamente possível não deixar a inflação ultrapassar o teto da meta (6,5%), mantendo as prioridades sociais, fazendo as escolhas certas", observou a ex-senadora. Para ela, o problema é que muitos dos recursos públicos estão sendo alocados para prioridades que não são compatíveis com a manutenção das duas coisas, que são meta de inflação garantida e ao mesmo tempo assegurar as prioridades estratégicas de melhoria da qualidade de vida das pessoas.

O debate sobre o controle da inflação está entre os assuntos mais abordados pelos adversários da presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição. Nessa sexta-feira, 22, em resposta às críticas sobre a condução da política econômica, a petista afirmou que a redução da meta da inflação implicaria em cortes na área social. "A equação simplesmente não fecha", disse em Novo Hamburgo (RS).

Segundo Marina, a eficiência do gasto público passa por acabar com o dreno da corrupção. "Passa por fazer com que os recursos públicos sejam investidos naquilo que continua fazendo nosso país crescer e a gerar oportunidades de trabalho para que a gente possa continuar com a estabilidade econômica", disse.

Ao defender a eficiência, a candidata mencionou o número de ministérios e repetiu ataques até então feitos pelo ex-governador Eduardo Campos que, enquanto liderou a chapa do PSB à Presidência, defendia a redução das pastas à metade. "Se dá também em relação a não termos um Estado que a cada dia se agiganta com a criação de novos ministérios", complementou a ex-ministra.

Eleições 2014