ADRIANO MACHADO|REUTERS
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Consultoria eleva para 50% a probabilidade de impeachment de Dilma

Entre as razões citadas pela Arko Advice estão a rejeição do TCU às contas do governo de 2014 e também a decisão do TSE , que votou pela abertura de investigação das contas da campanha eleitoral do ano passado

Fábio Alves , O Estado de S. Paulo

12 Outubro 2015 | 10h25

A probabilidade de a presidente Dilma Rousseff sofrer um impeachment subiu para 50%, segundo a consultoria política Arko Advice. "Os acontecimentos da semana passada fortaleceram o movimento em favor do impeachment", escreveram os analistas da consultoria em relatório enviado a clientes.

Até a semana passada, a Arko Advice atribuía uma probabilidade 45% para o impeachment da presidente. Entre as razões citadas pela consultoria para o aumento das chances de impeachment estão a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que rejeitou por unanimidade as contas do governo de 2014, e também o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que votou pela abertura de investigação das contas da campanha eleitoral da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014.

"A rejeição das contas de 2014 pelo TCU expõe deputados e senadores a uma posição difícil: destruir de vez a Lei de Responsabilidade Fiscal ou rejeitar as contas de Dilma, dilema de um Congresso enfraquecido e sem liderança", afirmaram os analistas Murillo de Aragão, Cristiano Noronha, Carlos Bellini, José Negreiros e Marcos Queiroz, que assinam o relatório da Arko Advice.

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