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Conselho presidido por Dilma fez elogios a ex-diretor da Petrobrás em 2008

Murilo Rodrigues Alves

25 Março 2014 | 14h 51

Ata destaca competência de Nester Cerveró três meses antes de descobrir que 'resumo técnico' apresentado por ele omitia cláusulas do contrato de Pasadena

Brasília - Presidido pela então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, o Conselho de Administração da Petrobrás fez elogios à atuação de Nestor Cerveró à frente da Diretoria Internacional da empresa estatal no dia 3 de março de 2008. A ata da reunião naquela data informa que, "sob a presidência da presidente Dilma Vana Rousseff", o conselho registrava os "agradecimentos do colegiado" ao diretor e ressaltava "sua competência técnica e o elevado grau de profissionalismo e dedicação demonstrados no exercício do cargo".

Três meses depois, no dia 20 de junho de 2008, o Conselho de Administração passou a questionar internamente o negócio da compra da refinaria de Pasadena, defendida por Cerveró. Segundo o Planalto, foi quando Dilma e o conselho descobriram que, quando aprovaram a compra de 50% da refinaria em 2006, não tiveram acesso a cláusulas importantes do contrato. Dilma classificou, em nota enviada ao Estado na semana passada, o documento que embasou sua decisão de 2006 como "falho" e "incompleto". Em meio à crise, Cerveró, que escreveu o "resumo técnico", foi demitido de seu cargo na BR Distribuidora.

Os elogios foram registrados na ata 1301 no seu item 13 publicada no Diário Oficial do Rio de Janeiro, conforme revelou o blog do jornalista Gerson Camarotti, no portal G1. As citações honrosas a Cerveró o ajudaram a ser indicado posteriormente para a diretoria financeira da BR Distribuidora. No seu lugar na Petrobrás assumiu Jorge Luiz Zelada, depois limado pela atual presidente da empresa, Graça Foster, que acumula atualmente a presidência da companhia com o cargo de diretora internacional.

O Congresso tenta ouvir Cerveró sobre a compra de Pasadena. O Estado revelou, em julho de 2012, que a refinaria foi comprada pela Petrobrás por US$ 42 milhões pelo grupo belga Astra Oil e depois vendida pelos belgas para a estatal brasileira por US$ 1,2 bilhão.

A indicação de Cerveró para a diretoria internacional gerou uma crise no Congresso entre os partidos da base aliada que não quiseram assumir publicamente a responsabilidade pela sugestão do nome ao Palácio do Planalto. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o senador Delcídio Amaral (PMDB-MS), que foi diretor da BR Distribuidora, trocaram farpas públicas se acusando pela nomeação. Cerveró mandou recados para parlamentares na Câmara de que está disposto a dar sua versão sobre o caso Pasadena.

Além de Dilma, assinaram os elogios a Cerveró os conselheiros Arthur Antonio Sendas, Francisco Roberto de Albuquerque, Guido Mantega, José Sérgio Gabrielli e Silas Rondeau.

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