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Conselho agiu 'corretamente' ao decidir sobre Pasadena, diz Mantega

Renata Veríssimo e Eduardo Rodrigues

02 Abril 2014 | 11h 44

Ministro da Defesa defende colegiado da Petrobrás, à época presidido por Dilma, ao comentar compra de refinaria nos EUA; negociação é investigada e pode ser alvo de CPI

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta quarta-feira, 2, a atuação do Conselho de Administração da Petrobrás na análise da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. "Eu não estava no conselho quando ela foi adquirida, mas tenho a certeza de que o Conselho de Administração agiu corretamente nessa ocasião", afirmou. A compra da refinaria, que custou cerca de US$ 1,2 bilhão a estatal, é investigada em razão da suspeita de superfaturamento.

"O conselho é formado por pessoas da mais alta competência do setor público e privado. E, portanto, analisou a questão na época que ela foi analisada com toda profundidade necessária", complementou Mantega durante entrevista ao programa Bom Dia Ministro, da EBC.

A compra de 50% da refinaria foi formalizada em 2006, quando o conselho era presidido pela presidente Dilma Rousseff, na época ministra do governo Lula. Dilma deu aval à negociação, que agora é investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal. No Congresso, a oposição tenta instalar a CPI da Petrobrás.

Em nota enviada ao Estado, em março, Dilma afirmou que sua decisão sobre a compra foi fundamentada com base em um resumo técnico falho. Nessa segunda-feira, reportagem do Estado Presidente da Petrobrás América entre 2007 e 2008, o engenheiro Alberto Guimarães se opôs à proposta da estatal de comprar 100% da refinaria de Pasadena. Em 2008, o conselho tentou vetar o restante da compra, mas uma cláusula prevista no contrato obrigou a estatal a concluir a aquisição.

Mantega disse que não foi chamado pelo Congresso para prestar esclarecimentos sobre a operação. Segundo ele, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, foi chamada e, segundo o ministro, ela tem mais condições de esclarecer esse assunto. O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, também deve ir ao Congresso para comentar o caso.