ALEX SILVA/ESTADAO
ALEX SILVA/ESTADAO

Congresso do MBL foca em 2018 e tem presença de Doria e descendente da família real

Evento criou um 'discurso único' no grupo, que pretende lançar 15 deputados federais ano que vem

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2017 | 05h00

O Movimento Brasil Livre (MBL) realiza neste sábado e domingo, 11 e 12, seu terceiro congresso, agora com foco claro nas eleições do ano que vem. O evento, que será realizado em um centro de convenções de São Paulo, vai reunir políticos como o prefeito da capital paulista, João Doria, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., o ministro das Cidades, Bruno Araújo - todos do PSDB -, e o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). Segundo um dos coordenadores do movimento, Kim Kataguiri, o objetivo principal do congresso será estabelecer diretrizes para as disputas de 2018.

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“Nossa ideia é ter uma bancada de 15 deputados federais, então é importante que a gente tenha um discurso bem desenvolvido, bem embasado e também tenha um discurso único”. O próprio Kim é cotado para ser um dos candidatos à Câmara em 2018. Nas eleições municipais do ano passado, o MBL elegeu oito dos 45 candidatos que lançou - um prefeito e sete vereadores.

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Em suas duas edições anteriores, os congressos do movimento trataram do impeachment da presidente Dilma Rousseff - o primeiro defendia o impedimento e o segundo tratava do cenário pós-Dilma. Passado o impedimento, o grupo começou a participar mais ativamente da política institucional.  “O que a gente espera pra essa edição é um debate rico, focado principalmente nas eleições do ano que vem”, disse.

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De acordo com ele, os temas que vão pautar o debate presidencial e do Congresso no ano que vem são: segurança pública, educação, desemprego, infraestrutura e reforma da previdência.

No evento deste fim de semana, também estarão presentes o empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, e o "príncipe" Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, descendente da família real.

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Preços. Os ingressos para o congresso custam, em média, R$ 55 - nesta sexta, já não havia mais para o domingo. O número de vagas saltou de 400 no ano passado, para 1.200 neste ano. Na edição passada, o MBL tentou fazer uma “vaquinha” para pagar o evento: da meta de R$ 25 mil, arrecadou R$ 3.410. Neste ano, o grupo diz que pretende pagar tudo com o valor do ingressos vendidos.

O local do evento, em 2015, era no Centro de Convenções Rebouças e, neste ano, será no World Trade Center. Segundo levantamento feito pelo Estado, só há duas salas no prédio que comportam um evento deste porte. O diária do aluguel varia de R$ 35 mil a R$ 40 mil.

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