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Compra de Pasadena foi decisão de todo o Conselho, afirma Graça Foster

Ricardo Brito e Nivaldo Souza - Agência Estado

15 Abril 2014 | 15h 40

Presidente da Petrobrás defendeu Dilma Rousseff e afirmou que órgão colegiado aprovou a operação nos EUA

Brasília - Em audiência pública no Senado, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, afirmou nesta tarde que a aprovação da compra de 50% da refinaria de Pasadena, com a omissão de cláusulas não comunicadas em resumo executivo apresentado ao Conselho de Administração da estatal, em 2006, não é responsabilidade da presidente Dilma Rousseff.

A presidente era, na ocasião, chefe da Casa Civil e líder do conselho da estatal. "A aprovação da compra de Pasadena não foi mérito da presidente Dilma. Naquele momento, foi uma decisão acertada de todo o conselho", afirmou.

A executiva afirmou ainda que "tanto a presidente quanto os demais membros do conselho aprovaram a compra". Em 3 de fevereiro de 2006, o Conselho Administrativo da Petrobrás autorizou a compra de 50% de Pasadena. Em 2012, a estatal concluiu a compra da refinaria, pela qual pagou US$ 1,25 bilhão, segundo Graça. Naquele ano, começavam a vir à tona as dúvidas sobre o negócio, agora alvo de investigações da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU).

Em março deste ano, o Estado revelou que Dilma deu aval à compra de parte da refinaria. Em nota, a presidente justificou que sua decisão foi tomada com base em um resumo técnico, nas suas palavras, "falho" e "incompleto".