Comissão da Verdade deve 'orientar o futuro do País', diz Alckmin

Governador de SP, porém, alerta que órgão não deve ter caráter 'esclarecedor, e não revanchista'

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

17 Maio 2012 | 11h44

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu na manhã desta quinta-feira, 17, a instauração da Comissão da Verdade e afirmou que seu objetivo deve ser "esclarecer os crimes de Estado, que são os mais graves". Para ele, a comissão vai ajudar a consolidar a democracia e orientar o futuro do País.

 

"Ela serve para restabelecer os fatos e levar ao conhecimento do público o que ocorreu, ajuda a preservar a história e a educar para o futuro, para que o passado não se repita."

 

O governador, no entanto, afirmou que a ideia não é fazer uma revanche. "Não deve ter esse sentido de ódio, litigiosidade, mas de busca pelo esclarecimento dos fatos", disse. A Comissão da Verdade foi instalada na quarta, em Brasília, em solenidade que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff e dos quatro ex-presidentes da fase pós-redemocratização do País.

 

A tese do governador está em sintonia também com o que disse, nesta semana, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). Apesar de defender a investigação tanto de militares quanto de militantes de esquerda, o senador destacou que a atribuição de culpa sobre atos de violência e violação dos direitos humanos é maior por parte das autoridades.

 

"Naquela altura, era mais provável que atos de violência partissem das autoridades, pois o País estava em um regime de exceção. Isso não quer dizer que não se deva investigar os dois lados", disse o líder.

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