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Comissão da Alerj vai acompanhar investigação

ROBERTA PENNAFORT - O Estado de S. Paulo

23 Junho 2014 | 11h 13

Polícia apura se foi um atentado contra Paulo Melo ou uma mera tentativa de assalto; parlamentar não acredita que seja crime político

RIO - A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) destacou uma comissão para acompanhar a investigação policial da tentativa de invasão do sítio do deputado Paulo Melo (PMDB), presidente da casa, na noite deste sábado, 21. A comissão terá deputados de diferentes partidos: Luiz Paulo (PSDB), Zaqueu Teixeira (PT), Flávio Bolsonaro (PP) e Paulo Ramos (PSOL). "Diante do episódio de violência sofrido pelo presidente da Alerj, a casa solicita aos órgãos competentes a devida apuração dos fatos e a identificação e punição dos responsáveis pelo crime", diz nota enviada pela assembleia nesta segunda-feira, 23.

Paulo Melo e dois policiais militares que trabalham como seus seguranças particulares ficaram feridos na invasão de seu sítio, localizado em Rio Bonito, na Região dos Lagos. A polícia investiga se foi um atentado contra Melo ou uma mera tentativa de assalto.

Dois assaltantes entraram na propriedade e iniciaram tiroteio com os dois PMs, que foram baleados. Ao fugir dos disparos, Melo torceu o pé direito e teve fratura exposta. Entre a madrugada e a tarde deste domingo, 22, foi submetido a duas cirurgias ortopédicas. Os PMs foram baleados, mas não correm risco de morte.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o deputado informou que acredita ter sido uma ação de assaltantes, e não crime político. Em junho de 2010, ele denunciara no plenário da Alerj ter sofrido ameaças de morte por parte de um miliciano que atua na zona oeste do Rio. Mas o miliciano está preso e, passados quatro anos, o deputado não vê relação entre o episódio e a invasão de seu sítio, conforme explicou sua assessoria.