Com 4 mil homens, segurança da posse terá atiradores de elite

Planejamento e treinamento dos homens envolvidos nas operações começaram há seis meses.

Rafael Spuldar, BBC

30 Dezembro 2010 | 06h18

'Dragões da Independência' participam de ensaio para a posse de Dilma

Mais de 4 mil homens fazem parte do esquema de segurança montado para a posse da presidente eleita Dilma Rousseff, que ocorre no próximo dia 1º, em Brasília.

Entre as medidas previstas, está inclusive a ação de atiradores de elite, que ficarão posicionados em locais estratégicos ao longo de todo o trajeto da presidente.

Deste contingente, 3,8 mil integrantes ficarão responsáveis pela segurança do entorno da cerimônia e do desfile em carro aberto, enquanto 760 - todos membros das Forças Armadas - trabalharão exclusivamente no cerimonial.

Além de 2 mil militares (1,5 mil apenas do Exército), participam do esquema homens da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar (PM) do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros.

Os trabalhos de planejamento e de treinamento dos homens envolvidos na operações começaram há seis meses, enquanto as atividades de segurança tiveram início efetivamente às 13h30 da última terça-feira (28), devendo se estender até a madrugada posterior à posse da presidente.

Possíveis violações

Segundo o oficial de Comunicação Social do Comando Militar do Planalto, coronel Carlos José Penteado, há pessoal preparado para adotar ações específicas para cada tipo de violação de segurança na posse, desde um transeunte que porventura pule o cercamento para abraçar a presidente até um atentado a tiros, ou um avião que invada o espaço aéreo de Brasília sem autorização.

O espaço aéreo do Plano Piloto da capital federal estará liberado apenas para aparelhos previamente identificados e autorizados a voar. Já o trânsito de veículos está vetado tanto nas ruas onde ocorrerá o desfile de Dilma quanto nas vias de acesso.

A presença do público ficará limitada aos quadrantes da Esplanada dos Ministérios, onde barreiras já foram posicionados para demarcar os locais onde a circulação será permitida. Segundo Penteado, a distância entre Dilma e a multidão ficará sempre dentro de um limite de segurança - e, mesmo onde esta aproximação possa ser maior, ela se dará por um período muito curto, já que o carro oficial que conduzirá Dilma estará em deslocamento. Quanto aos chefes de Estado presentes à posse, cada delegação terá o seu próprio esquema de segurança, somado à atuação da Polícia Federal e do Exército. Até essa quarta-feira, 12 chefes de Estado e 11 chefes de governo confirmaram presença na posse da presidente, segundo o Itamaraty.

Carro aberto, se não chover O coronel Penteado nega que exista qualquer diferença no tratamento dado a Dilma e a Lula quanto à segurança em suas respectivas posses. "A preocupação não é nem maior, nem menor, ela é compatível com a segurança para uma presidente do Brasil", diz. A cerimônia de posse começa por volta das 14h de sábado, quando Dilma desfilará em carro aberto - caso não chova - na Esplanada dos Ministérios, saindo da Catedral de Brasília em direção ao Congresso, onde faz seu primeiro discurso como presidente. Em seguida, ela subirá a rampa do Palácio do Planalto, onde receberá a faixa das mãos de Luiz Inácio Lula da Silva. No parlatório, ela realizará um discurso para o público posicionado na Praça dos Três Poderes. Depois, ela vai para um coquetel com autoridades estrangeiras no Palácio Itamaraty, com início previsto para as 19h. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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