DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Colaboração premiada da OAS chega ao Supremo

O então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou à Corte nesta sexta-feira, 15, delação de oito executivos da construtora, acusada de participar do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2017 | 23h19

Um dia depois de ter apresentado denúncia contra o presidente Michel Temer pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 15, a delação premiada de oito executivos da construtora OAS, acusada de participar do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato.

A informação foi antecipada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão/Broadcast.

Em agosto do ano passado, Janot havia suspendido as negociações da delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, após vazamento de informações sobre as tratativas entre o empresário e os investigadores da Lava Jato. Procurada pela reportagem, a OAS não se manifestou.

A delação premiada da OAS atinge os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de aliados do presidente Michel Temer, segundo fontes com acesso às investigações.

O conteúdo da delação ainda será analisado pelo ministro Edson Fachin, do STF, relator da Operação Lava Jato na Corte, que trabalhou de Curitiba nesta segunda-feira, 18, e só despachará do seu gabinete nesta terça-feira, 19. A delação foi encaminhada ao STF porque envolve autoridades com foro privilegiado – caberá a Fachin decidir se homologa ou não o acordo de colaboração premiada dos executivos da OAS.

Todo o material encaminhado pela empreiteira  ainda está guardado sob sigilo. No mês passado, morreu o dono da OAS, o empresário Cesar de Araújo Mata Pires, vítima de um enfarte.

Marqueteiro. Segundo o Estado apurou, na última semana, Janot encaminhou uma avalanche de papéis para o STF – entre elas, está a colaboração premiada de um outro delator, o publicitário Renato Pereira, que trabalhou para o PMDB do Rio de Janeiro. O marqueteiro foi acusado de receber dinheiro não declarado da Odebrecht para a campanha de Luiz Fernando Pezão ao governo do Rio de Janeiro em 2014. Pezão nega as acusações.

A reportagem entrou em contato com a agência de Renato, mas não havia obtido retorno até a conclusão desta edição.

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