Ciro Gomes diz que não há razão para o PSB lançar candidato em 2014

Declaração contraria ala do partido que aposta na candidatura do presidente da legenda, Eduardo Campos

ALINE RESKALLA, Agência Estado

22 Novembro 2012 | 21h05

BELO HORIZONTE - O ex-ministro Ciro Gomes defendeu nesta quinta-feira, 22, em Belo Horizonte, que o PSB abandone a ideia de lançar candidato próprio à presidência da República em 2014 para se manter como aliado do governo da presidente Dilma Rousseff. A declaração de Ciro contraria uma ala do partido que aposta no presidente da legenda, Eduardo Campos, como potencial candidato em 2014.

"Agora nós estamos participando do governo da Dilma, e eu acredito que ela está se esforçando em torno de questões centrais. Então nós vamos contra ela por quê?", afirmou o político em palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da capital mineira. "Costumo cultivar lealdade, decência. Se nós vamos lançar candidato, como seria a natureza do partido, deveríamos abandonar imediatamente o governo e explicar ao País o porquê", acrescentou.

Ciro Gomes disse que o partido perdeu a oportunidade de concorrer com candidato próprio em 2011 na sucessão de Lula, quando o PT "não tinha um candidato natural, mas uma aposta que era a presidente Dilma, uma aposta maravilhosa". "Quando tínhamos a condição de fazê-lo nós não fizemos e nós vamos deixar de apoiá-la agora?", questionou.

Questionado sobre as chances do senador Aécio Neves na disputa presidencial de 2014, ele disse que o mineiro deveria ter insistido na eleição passada. "Era a vez dele. Mas na próxima, sem formulação, é zero. E fazendo acordo com Serra e Alckmin, a chance é abaixo de zero", afirmou Ciro Gomes, que não deixou de dizer que Aécio é seu amigo e que Minas "melhorou muito". De acordo com o ex-ministro, a grande proeza dele foi unir o PT e o PSDB no Estado, mas destacou que essa aliança já não existe mais.

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