Chinaglia e líderes decidem votar lista fechada nesta quarta

Ponto é um dos mais polêmicos da votação e foi rejeitado na semana passada

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h55

Depois de quase três horas de reunião, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia e os líderes partidários decidiram votar nesta quarta-feira, 20, a questão mais polêmica da reforma política: a votação por sistema de lista. O relator do projeto, deputado Ronaldo Caiado, não abriu mão de sua posição e vai insistir em votar a lista fechada, na qual o eleitor passará a votar na legenda e não mais no candidato. Mas o PT, PMDB, DEM e o PCdoB estudam a apresentação de uma proposta alternativa que flexibiliza a lista. Líderes que participaram da reunião avaliam que se a proposta de lista fechada for à votação será derrotada. Caiado argumentou que a lista fechada foi um ponto consensual em todos os debates feitos pela comissão especial que elaborou a proposta. "É uma piada se não fosse burrice flexibilizar a lista. A lista flexível vai permitir a continuação da disputa interna e o caixa 2, porque os deputados que estiverem em posição favorável na lista, vão fazer campanha para continuarem nessa posição", disse Caiado. A sessão da Câmara está marcada para esta tarde. Antes, porém, há dois projetos de lei que estão bloqueando a pauta e precisam ser votados. Um deles trata do fundo de financiamento do estudante de ensino superior, o Fies. O outro projeto permite que professores de educação básica tenham bolsas da Capes. Mais pontos polêmicos Além da lista, o financiamento público de campanha e a fidelidade partidária. Com o financiamento, as campanhas eleitorais seriam financiadas exclusivamente com dinheiro público. Ficam proibidas doações de pessoas físicas e empresas. Em ano eleitoral, créditos adicionais para financiar campanhas serão incluídos na Lei Orçamentária com valores equivalente ao número de eleitores do País. Já o objetivo é evitar o troca-troca partidário. O mandato pertence ao partido, e não ao candidato. Portanto, uma vez eleito, deve permanecer na legenda. Outra mudança é que, para se candidatar, o político deve estar filiado ao mesmo partido há no mínimo três anos. Também pretende-se incluir na proposta a perda de mandato para o parlamentar que trocar de sigla após a eleição.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.