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Chinaglia: base não dará palco para desgaste do governo

DAIENE CARDOSO - Agência Estado

25 Março 2014 | 14h 57

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta terça-feira, 25, que vai trabalhar para fazer o debate público sobre os negócios da Petrobras, mas que a base "não dará palco para a oposição desgastar o governo" com a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). "A oposição quer apenas bater bumbo para dar divulgação daquilo que ela não domina", disse o petista após reunião com líderes da base aliada na Casa e a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

Chinaglia, que abordou a CPI no encontro, afirmou que o governo está tranquilo sobre as apurações em andamento na Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) e o Tribunal de Contas da União (TCU), "inclusive sobre governos passados". "Isso aí está sendo conduzido também", destacou.

O petista acredita que o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), não dará espaço para que o pedido de criação de uma CPI da Petrobras "fure" a fila de outros pedidos, ainda que o requerimento seja apresentado via projeto de resolução. Chinaglia lembrou que, durante a discussão sobre a possibilidade de criação de uma CPI sobre maus-tratos animais, Alves disse que aquela proposta só seria apreciada se houvesse consenso entre os partidos. "Se naquela oportunidade para quebrar a fila só (aprovaria) com consenso, agora eu diria que só com consenso também", declarou.

O líder defendeu a preservação do regimento interno, que aponta a necessidade dos requerimentos de CPI seguirem uma ordem de chegada. "Não podemos quebrar uma sequência por uma avaliação conjuntural", ponderou.

Convites.

Enquanto o governo tenta convencer a base de que não há necessidade de criação de uma CPI, a oposição - liderada pelo PSDB - deve apresentar requerimentos nesta quarta-feira (26) para convidar o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa para prestar esclarecimentos aos parlamentares. A estratégia é votar os convites em cinco comissões permanentes da Câmara: Relações Exteriores, Fiscalização Financeira e Controle, Minas e Energia, Segurança Pública e Finanças e Tributação.