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Cesar Maia acusa ministério de omissão 'criminosa' por dengue

Reuters

26 Março 2008 | 17h 38

Para prefeito do Rio, cidade não sofre epidemia e ministro da Saúde não informou sobre proliferação da doença

O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, se eximiu nesta quarta-feira, 26, da responsabilidade pelas 31 mortes por dengue ocorridas na cidade neste ano e culpou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, por não ter alertado o município sobre a incidência da doença em outras localidades no ano passado.   Veja também:  Especial - A ameaça da dengue Cariocas terão cartão para acompanhar evolução da dengue Ministério vai contratar 660 para enfrentar dengue no Rio Temporão critica 'saúde precária' da Prefeitura do Rio PM pode arrombar porta de quem dificultar trabalho de agente Para governo, dengue cresce no Rio por falta de agentes Dengue atinge status de epidemia no Rio De acordo com o prefeito, houve em 2007 em outros Estados e municípios do País vários casos de crianças que morreram vítimas de dengue hemorrágica, mas a proliferação desse tipo de casos não foi comunicada ao Rio de Janeiro. "O Ministério da Saúde não fez uma orientação sobre o caso de óbitos de criança quando soube, e criminosamente omitiu. Houve omissão nessa matéria. Só poderíamos ter agido sob orientação do ministério", disse o prefeito a jornalistas, em sua primeira entrevista sobre o surto de dengue na cidade. Em seu ex-blog, citando dados do ministério, Maia afirmou também nesta quarta que 158 pessoas morreram de dengue em todo o País em 2007, sendo 61 crianças. "O Ministério da Saúde ter sabido que Maranhão e Piauí e outros Estados e municípios do Brasil viveram dengue hemorrágica com óbitos de crianças no ano de 2007, e não ter alertado e orientado o Rio... é uma omissão", acrescentou a jornalistas. Até o momento neste ano, mais de 32 mil casos de dengue foram confirmados no Estado do Rio de Janeiro, com 49 óbitos (24 crianças), enquanto em 2007 houve 31 mortes. A capital é a cidade com maior número de mortes, com 31, e já acumula 26.688 casos no primeiro trimestre, ante 25.107 em todo o ano passado.   Ministro da Saúde Em visita ao Rio no início da semana para anunciar medidas de emergência contra a dengue, incluindo a confirmação da ajuda das Forças Armadas, o ministro Temporão atacou a situação da saúde no município, mas disse em seguida que não era o momento de "polemizar, é hora de soluções". Nesta quarta-feira, Temporão voltou a falar sobre a participação das Forças Armadas no controle da doença no Rio de Janeiro, possivelmente com a instalação de tendas de campanha para atendimento primário. De acordo com o Ministério da Saúde, os detalhes da participação serão acertados na quinta-feira, em reunião no Rio. "Assim que for definido ... as equipes serão enviadas para começar o trabalhar", disse Temporão em Brasília. Sem epidemia   Apesar dos esforços, Cesar Maia afirmou que a cidade não vive uma epidemia da doença neste momento. Ele afirmou que houve uma epidemia em algumas regiões do município nos meses de janeiro e fevereiro, mas que os casos estão diminuindo. "A minha curva de amostragem é decrescente. Os casos de agora são reflexo do que já aconteceu ", disse ele. O prefeito destacou ainda que a cidade pode estar recebendo visitantes de outras áreas do país que estariam trazendo a forma mais mortal da doença para o Rio de Janeiro. "A dengue existe há mais de 100 anos, e o Brasil conviverá com a doença até que você tenha uma situação urbana de assepsia total, ou se o Brasil se tornar um país de clima temperado. A questão nova, grave e importante, é o número de óbitos infantis", disse o prefeito.

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