Cartas - 22/12/2010

ORÇAMENTO

AE, AE

21 Dezembro 2010 | 23h35

Novo mínimo

 

Hoje deve ser votado em plenário no Congresso o Orçamento da União de 2011, com a indicação para o salário mínimo de R$ 540,00. Com o mínimo neste valor, mais uma vez se descumpre a Constituição federal, que no artigo 7.º, inciso IV, prevê aos trabalhadores brasileiros: "Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim." Como todos nós sabemos, o salário mínimo atual mal dá para o trabalhador e sua família se alimentarem. Lamento que a eficiência no reajuste do mínimo seja menor que a aplicada no reajuste dos salários dos próprios parlamentares. Se não se cumpre a Constituição, qual a garantia de que leis menores sejam cumpridas?

 

FAUSTO ALVES

faustobentoribeiro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

 

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CONGRESSO

Reajustes e aposentados

 

Vi pela TV deputados e senadores procurando meios para passar o salário mínimo dos atuais R$ 510,00 para pouco mais de R$ 538,15, já determinados pelo governo. Vi ainda esses parlamentares se engalfinharem no Congresso para passar seus próprios salários, de R$ 16.512,00 para R$ 26.723,13; e o da presidente da República, de R$ 11.420,21 para R$ 26.723,13. Em termos porcentuais a coisa deve ficar assim: cerca de 6% para os trabalhadores; 61,83% para eles; e 133,96% para a presidente. Nada se falou sobre os aposentados. Não é brincadeira, é covardia mesmo.

 

LEÔNIDAS MARQUES

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

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Campanha sem líder

Tenho 81 anos. Gostaria de participar de alguma campanha para mudar essa situação dos reajustes no salário dos parlamentares. Não tenho condições de liderar. Não haverá um brasileiro mais jovem que possa começar uma "revolução" nisso? Vamos agir!

MARIA HELENA S. D. DE OLIVEIRA

mhsdoliveira@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

 

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DIPLOMACIA

Defesa brasileira

 

É doloroso e vergonhoso descobrir por meio do WikiLeaks que diplomatas brasileiros pressionaram juízes para que libertassem os dois pilotos norte-americanos do jato Legacy envolvidos na queda do avião da Gol em 2006. Por voar criminosamente com o transponder desligado, os pilotos provocaram a morte de 154 pessoas, mas voltaram impunes para seu país de origem. A atitude do Itamaraty demonstra hipocrisia e incoerência: contestam os EUA, mas na prática os bajulam.

 

HABIB SAGUIAH NETO

saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

 

 

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ORIENTE MÉDIO

A paz de Lula

 

Na segunda-feira Lulla disse que não acredita num acordo de paz no Oriente Médio enquanto o governo dos EUA for o "tutor da paz" entre israelenses e palestinos. No fundo ele deseja ser convidado para as conversações. Quer se tornar "o cara" internacionalmente. Será que ele consegue, mesmo tendo simpatia pelo governo do Irã, cujo presidente diz que o Holocausto não existiu e que Israel deveria ser varrido do mapa?

 

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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Demagogia

 

Não se pode mudar o passado. O ódio entre países árabes, EUA e Israel é de longa data. A paz no Oriente Médio é assunto dos países envolvidos nos conflitos e, sem dúvida, não é tema para palpiteiros e oportunistas que querem meter o bedelho para aparecer. Chega de demagogia, sr. Lula, o senhor nos envergonha.

 

MOUSSA SIMHON

moussa_simhon@hotmail.com

São Paulo

 

 

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CLIMA

Vapor d’água e efeito estufa

 

O cientista Marcelo Gleiser, em seu recente livro Criação Imperfeita (Record), escreve: "Tal como na fé, o imaginário científico pode ganhar tamanha força que é confundido com a realidade." No jornal de 20/12 (Cancún - Ilusões e Realidades, A2) o professor José Goldemberg - mais uma vez, assim como o jornalista Washington Novaes - escreve dando o tal de "aquecimento global" como coisa certa. Enquanto isso, os aeroportos da Europa fecham por causa do frio. O fato é que o principal gás de efeito estufa é o vapor de água. Graças a Deus, pode ser que sem isso a humanidade não teria resistido aos períodos glaciais. Quanto ao dióxido de carbono, menos de 0,3% é devido à atividade humana. O jornal libera amplo espaço para os defensores do "aquecimento", mas pouco ou nenhum espaço para os que dele discordam.

 

MILAN TRSIC, professor titular aposentado - Universidade de São Paulo

cra61@iqsc.usp.br

São Paulo

 

 

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CAOS AÉREO

Infeliz requinte

 

Salvo raras advertências, como a de Tutty Vasques (Guarda-roupa de viagem, 17/12, C8), não vejo repercutir na mídia a projetada greve dos aeroviários para o dia 23. Temo que esteja sendo preparada à socapa para mais prejudicar os já prejudicados passageiros. Resta-nos um fio de esperança de que seja apenas uma ameaça e que se frustrará a paralisação. Caso contrário, só nos resta lamentar tão infeliz requinte.

 

JAIRO P. GUSMAN

jairogusman@gmail.com

São Paulo

 

 

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BOAS-FESTAS

 

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Acnur - Agência da ONU para Refugiados, Centro de Estudos Internacionais, Digital News, Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Francisco Zardetto, Grupo Editorial Nacional, Humberto Morales, In Press Porter Novelli, José Efromovich - presidente da Avianca, Josef Barat, Kazuaki Obe - cônsul-geral do Japão em São Paulo, Luiz Felipe Lampreia, Mansueto F. de Almeida Junior, Marco Aurélio Nogueira, Mario Cesar Flores, Mauro Chaves, MB Associados & MB Agro, NCM Business Inteligence, Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina, Paulo Panossian, Ruy Martins Altenfelder Silva e Luiz Gonzaga Bertelli - Centro de Integração Empresa-Escola, Suzuki Motos, Wesley Machado Fucciolo e Willian Feather.

 

 

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"Creio que somos o único país onde políticos deixam o Papai Noel o ano todo de saco cheio..."

 

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / PRAIA GRANDE, SOBRE OS PRIVILÉGIOS DE PARLAMENTARES

mmpassoni@gmail.com

 

"Deputados custam muito, mas não valem nada"

 

RÉGIS D. C. FUSARO / SÃO PAULO, SOBRE ‘QUANTO VALE UM DEPUTADO FEDERAL?’ (20/12, A6)

rxfusaro@hotmail.com

 

"Empréstimo em nome do Lula? O Okamoto paga"

 

RUBENS TARCISIO DA LUZ STELMACHUK / CURITIBA, SOBRE FRAUDE EM CRÉDITO CONSIGNADO NO RS EM NOME DO PRESIDENTE

rtls@bol.com.br

 

 

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

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TEMA DO DIA

 

PAC deve ter redução de R$ 3,3 bi em 2011

 

De acordo com relatório final do Orçamento, queda no programa ocorreu em investimento

 

"Por que o governo não diminui o número de ministérios em vez de cortar verbas do PAC?"

FRANCISCO FELIZ

 

"Tempestade em copo d’água! Espumam de raiva pelos R$ 3 bi cortados, mas não falam dos R$ 40 bi que permanecem."

FRANCISCO XAVIER ANDRADE

 

"O corte no PAC indica que o circo montado para as eleições está sendo desmontado. Quais serão as próximas atrações?"

OTAVIO COUTINHO

 

 

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

BLEFE

 

O "cara" é um blefe com 87% de popularidade. Todo conglomerado de pessoas que freqüentou foi de chapa branca, apaniguados ou correligionários. Na única aparição, com público heterogêneo (abertura dos jogos Pan-americanos), sob vaias, foi salvo por Nuzman. Apesar de gostar de futebol e ser corintiano roxo, ter condução à porta e tempo ocioso, jamais, como primeiro mandatário, compareceu a um jogo, nem mesmo da Seleção. Daí a forte suspeição de que as pesquisas não espelhem a verdade, foram "encomendadas". Mas, para queimar a minha língua e de muitos brasileiros, comprovar que as pesquisas não mentem, basta comparecer ao evento de Natal, com Roberto Carlos, em Copacabana. Será que o "cara" vai topar o desafio?

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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Adeus a Lula

 

Presidente Lula recebendo homenagens de despedida, emocionando-se e falando como nunca o que quer e que muitas vezes, não devia. Porém sinto que ele está um tanto amuado, talvez por perceber que está por terminar todo conforto e o palanque que lhe foi oferecido nestes últimos oito anos. Tento imaginar se tivesse havido uma oposição firme, atuante, consciente, racional, justa e democrática que tivesse exposto todas as mazelas do seu governo, como se sentiria.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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A tutelada

 

Aqueles que pensam que a partir de 1º de janeiro estaremos livres dos discursos e das interferências de Lula está completamente enganado. Como já disse várias vezes ele não vai sair de cena. O ministério já é o dele com as poucas mudanças todas com a sua aprovação. Na reunião da executiva do PT ele já avisou que é prioridade do partido aprovar o projeto de contrôle da imprensa elaborado por Franklin Martins mas que tem a sua total anuencia, já que ele considera a imprensa sua inimiga e inúmeras vezes já disse isso. Na incrível festa que o aprendiz de Lula, o governador Sergio Cabral, montou no Rio ele se referiu ao mensalão como uma conspiração onde queriam derrubá-lo. Lula não se cansa de dizer que foi tudo invenção e diz a mentira tantas vezes que ela periga de se tornar verdade. Se Dilma se deixar continuar a ser desrespeitada por Lula como está sendo agora, tutelada por ele, ela não governará e se tornará uma figura ridícula e decorativa.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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Coisa séria

 

Essa distribuição de ministérios é uma vergonha. Nomes desgastados, misturados com nomes inexpressivos, estão sendo impostos pelos partidos e aceitos pela presidente eleita. Nos ministérios técnicos não há um nome sequer que mereça a sua nomeação. Essa, agora, da indicação do ilustre desconhecido prefeito de Sobral para o crítico Ministério dos Portos e Aeroportos, é brincar com coisa séria.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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Ministério da Cultura

 

Fiquei preocupado com Sra. Ana Holanda, irmã do Chico Buarque, quando anunciaram que ela seria a ministra da Cultura. Imaginei que fosse lá de Cuba. Chico Buarque, sou seu fã e confesso que levei um susto. Ainda bem que é ministra no Brasil.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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A irmã do Chico

 

Sou 'fã de carteirinha' de Chico Buarque de Hollanda como cantor, poeta e compositor brilhante e genial que é. Já como escritor, Chico é apenas razoável e foi 'estranho' Chico ter ganho vários prêmios importantes de literatura, com o seu romance 'Leite derramado'. Agora, vem a notícia de que a irmã dele, Ana de Hollanda, será a nova ministra da Cultura no Governo Dilma. Oxalá ela faça um bom trabalho, pois o Brasil é extremamente carente de cultura e o 'povão' não tem acesso a cinema, teatro, exposições, livros, etc. Os brasileiros lêem muito pouco e 91% dos municípios do país não tem uma sala de cinema sequer. Por aí se vê o tamanho da nossa indigência em termos culturais. Não sei quais as credenciais de Ana de Hollanda, mas espero que o fato dela ser 'a irmã do Chico Buarque' não tenha influído na sua escolha como nova ministra da Cultura.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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Bagagem

 

A adesão "voluntária e desinteressada" de Chico Buarque ao esquema montado para eleger a candidata dos lullopetralhas, Dilma Rousseff, para a Presidência da República, já começa a render "bons frutos" ao "menininho dos olhos verdes". A gestão de Dilma ainda nem começou e "Chiquinho" já foi brindado com dois "presentinhos oferecidos pelo destino", qual seja a estranhíssima premiação ofertada ao seu livro "Leite Derramado", embora rejeitado pela crítica especializada, e agora, às vésperas da posse de Dilma, a inclusão de sua "irmãzinha" no rol dos ministros da presidenta. "Tudo muito bom, tudo muito bem, mas, realmente", as coisas têm de ficar absolutamente claras para o povo brasileiro. Em relação ao "livrinho" de Chico ser premiado, não estranho o fato, pois é público e notório que a maioria desses prêmios existentes nos meios literários, dependem muito pouco, ou quase nada, da sua qualidade da obra. Entretanto, no tocante a escolha da "maninha" para o Ministério da Cultura, espero que o ato não seja apenas a cínica concretização de um daqueles "toma lá dá cá", tão em voga nessa nojenta política brasileira. Tomara que essa senhora, recém presenteada com um cargo ministerial, além de ser "irmã do Chico", tenha algo mais na "bagagem"...

 

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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Conscientia

 

Devolve o Jabuti, Chico! Devolve o canudo, Mercadante! Devolve a cadeira da ABL, Sarney! Devolve os votos, Tiririca! Devolve também, Dilma! Devolve os frangos, Maluf! Devolve o futuro, Lula!

 

Stanislaw Cordeiro ratles2@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

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Saudável

 

A exclusão do nome de Ciro Gomes do time de primeira linha do governo Dilma é muito saudável. Ela poderá realmente, se quiser dar conta do recado, fazer um bom governo, o que é realmente fácil. Qualquer coisinha que queira fazer será sempre bem vindo, pois seu antecessor nada fez, alem de viajar e contar patranhas. Repetindo, a exclusão de Ciro é garantir menos mentiras. Todas as vezes que o assisti com suas galopantes mentiras notadamente quando se mete a mencionar números, me fez lembrar certos cômicos, só faltou alguém perto para ser indagado com a celebre frase de Chico Anísio: "não é verdade Terta"? Um governo dona Dilma apenas para lembrar, não se faz com falácias e mentiras e patranhas mas com a coragem que se espera de uma mineira corajosa. Honre seu Estado e acima de tudo seu querido país...

 

L. Dutra l.dutradvogado@uol.com.br

Avaré

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Discurso-exaltação

 

O presidente Lula ao afirmar que uma meia dúzia de pequenos burgueses foi contra programas que ampliaram acesso dos pobres ao ensino superior em discurso-exaltação no lançamento da pedra fundamental do prédio da UNE cometeu duas falhas gritantes: a primeira porque os atuais pequenos burgueses são todos de seu próprio partido (donos de influentes empresas de consultoria) e abastados sindicalistas; a segunda não tem respaldo nenhum na realidade. Afinal quem em sã consciência pode ser contra o acesso de quem quer que seja ao ensino superior?

 

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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Lula e a imprensa, romance que nem Freud explica...

 

Lula passou 8 anos reclamando da imprensa, dizendo que ela era injusta. Em alguns momentos esperneou, fez ameaças, choramingou, fingiu-se de vítima, jogou indiretas, gritou, fez e aconteceu. Até ousou criar verbos novos e propor sua "REGULAÇÃO"... O misancene foi perfeito e nunca na história deste pais um Presidente esteve tão presente em todos os veículos de comunicação como Lula. Falando bem ou mal, ele foi noticia durante 8 anos, fazendo cenas espetaculares, as vezes pouco ortodoxas e incompatíveis com a liturgia do cargo, falando o que não devia, chegando aos extremos como nunca antes um Presidente fizera. Tudo para que a imprensa se preocupasse e estivesse presente diuturnamente, onde quer que ele estivesse. O fato é que se não fosse a imprensa Lula não teria virado essa figura caricata e popular que o povo gostou e aprovou. Gostou tanto que se ele tivesse indicado um poste para sucede-lo, o poste estaria eleito. Coisas que só se vê em "democracias jovens" como a brasileira. Sem as notícias da imprensa, Lula não teria sido nada. Apenas mais um Presidente. Outro fato que complementa esse romance velado de Lula e a Imprensa é que até 8 anos atrás, televisão era artigo de luxo e hoje, qualquer barraco das 22 mil favelas espalhadas pelo Brasil tem uma em cada cômodo, tela plana e plugada 24 horas. Repare que é por elas que Lula chegou e falou o que quis, o que devia e o que não devia, o que era justo e o que era apenas jogada de marketing. Para o povão, ele foi o responsável pela compra da TV e pela comida "farta" na mesa. Lula meio que virou um rei e o que vinha dele, era motivo de orgulho e até festejos para os pobres. Os pobres passaram a se ver nele, como se eles, os pobres, estivessem governando o País. De fato ele é um representante dos pobres, pois tem origem humilde e mesmo que não tenha defendido os pobres como deveria ter feito, governou usando eles para justificar suas prosopopéias improvisadas que levava as massas e a imprensa ao delírio.Tudo na certeza de que um espirro seria motivo de reportagens durante uma semana. Todo mundo que tem um mínimo de discernimento, sensatez e informação sabe que o sucesso da economia não foi decreto e nem mágica realizada por Lula, começou muito antes e ele apenas deu continuidade a um movimento mundial que recebeu influencias internas de governos anteriores e influencias externas fora do controle de equipes de governo daqui. Em relação a macro economia, Lula apenas não fez nada, deixou que ela se regulasse como devia. O não fazer nada foi tudo que precisa ser feito para que o bônus viesse parar na conta política dele, mais uma vez, via imprensa. E aqui vale lembrar que estamos falando da desatenta e da manipulada. Ninguém pode negar que ele soube capitalizar politicamente para o seu governo, os dividendos deste cenário positivo da economia mundial, fazendo todo mundo achar que ele foi o responsável pelo dinheiro a mais no bolso que permitiu a compra da TV e pela comida "farta" no prato. Na verdade, mais uma vez, quem fez isso foi a imprensa que ele criticou e que entrou no jogo "sem perceber" que estava sendo usada para mante-lo 24 horas no ar e na casa do povão. No Brasil, quem define as eleições é o povão. Sendo assim, o que importa é estar na mídia. O povo não tem capacidade para distinguir o que é versão do que é fato. Seu tempo é dividido entre o futebol, a novela das oito que começa às nove, o carnaval, o big brother e o espetáculo midiático. Lula passou a ser o porta voz desse povo enquanto ele se preocupava com o que lhe apetece... Se Lula falou, eu acredito, mesmo que as provas estivessem lá para dizer o contrário. Quando esteve na berlinda, como nos casos do mensalão, Valdomiro, valerioduto, e tanto outros, fingiu não saber de nada e o povo acreditou. A partir daí, tudo de ruim ficou secundário e o Lula estava blindado. Mais uma vez a imprensa mordeu a isca como peixe, faminta por notícia sem refletir e ver o que estava por trás das aparência, agindo como uma criancinha em frente a uma loja de brinquedos. A máxima que diz "falem bem ou mal, mas falem de mim" é perfeita e foi exatamente isso que aconteceu. Criticando ou elogiando a imprensa brasileira criou o mito e sem ela esse mito não teria existido. A sensação que fica é a de que boa parte dos jornalistas, em especial os que militam na televisão não se deram conta da força que seus veículos tem e contraditoriamente deram corda para Lula chegar no topo da popularidade como ele chegou. Ressalta-se que o sucesso de um político está na quantidade de vezes que ele aparece, sobretudo quando ele não consegue fazer obras capazes de mudar a vida das pessoas. Concretamente e literalmente, pouco cimento foi usado nos feitos de Lula, apesar da propaganda oficial dizer que o País é um canteiro de obras. Este governo aliás, se considerarmos a infra estrutura e os setores estratégicos como saúde, educação transporte público, transito das cidades, favelas, déficit público, portos, aeroportos, ferrovias, obras estruturais, estradas, organização das cidade e em especial segurança, não fez quase nada. Teve, ao contrário, incides negativos. O Brasil de fato caminhou para traz, e a conclusão é perceptível nas cidades e no deslocamentos entre elas... Bolsa família pode ser importante, até acho que é, mas não emancipa o povo e deixa ele ainda mais indolente do que sua tendência natural sugere. Um olhar atento nas periferias e nos bolsões de pobreza que sofrem com as chuvas, com os desabamentos e com a tragédia do crime organizado é possível constatar que a prosperidade que Lula tanto festeja, com cobertura total da imprensa, é pura falácia, auto promoção e conversa de político populista. 52 milhões de pessoas vivem no meio da porcaria e ao lado dos ratos em favelas que só crescem. Mais de 100 milhões continuam sem esgoto para depositar seus detritos e 54 milhões não tem água encanada em casa. As pessoas confundem a historia pessoal de Lula com a história política e nesta confusão a imprensa mais o ajudou do que prejudicou, mesmo que para ele, a imprensa estivesse "contra". Embora a história pessoal seja digna de filme e admiração, o político soube fazer mais pelo personagem do que pelo povo que ele representou. A política e a democracia brasileira continuará padecendo por culpa do seu pecado original ao permitir a "qualquer um" o que não deveria ser para "Qualquer Um". Tirica é a prova disso na mesma proporção que Sarney, Collor, Maluf, Renan Calheiros, Jarbas Vasconcelos e tantos outros. Enquanto ela for exercida por indivíduos preocupados com o próprio umbigo e com os interesses dos seus partidos, que diga-se de passagem, tem sido a tônica e o fim no Brasil, pouco ou nada muda e os que de fato precisariam interessar-se por ela, continuarão afastados, pelo modelo eleitoral que privilegia os que podem comprar mandatos e por isso está falido, ou mesmo por desilusão. Aos que ainda sonham, como eu e vc, resta apenas esperar o dia em que a boa educação vier libertar o povo e a política puder ser exercida por idealistas comprometidos de fato e de direito com um pais próspero e decente, livre e com uma imprensa mais atenta... Quando isso irá acontece é quer são elas, pois quem domina a política e poderia fazer as mudanças que o pais precisa, está sentado encima dela, usando e abusando do modelo para se perpetuar no poder junto com os seus apadrinhados.

 

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

 

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Regulação da mídia

 

O projeto de lei para "regulação da mídia" que o presidente Lula quer que o PT dedique como uma das prioridades no governo da presidente Dilma no próximo ano, não passa de censura à imprensa, que será legalizada para só publicar aquilo que interessar ao governo. Regulação é "norma, preceito ou regulamento por que se deve reger uma corporação (Michaelis-2000- Moderno Dicionário da Língua Portuguesa). Portanto, se é norma, é lei. É censura, e o sr. ministro Franklin, candidamente vem dizer "marco regulatório vai garantir a concorrência e inovação tecnológica". A imprensa precisa disso?! Ministro este mel está azedo, não adoça mais, chega de blábláblá! Por muito menos, só por noticiar sem comentários, um caso de corrupção envolvendo um filho do maléfico presidente do Senado, José Sarney, está o Estadão há 509 dias amordaçado por uma injusta e vergonhosa censura. Se essa regulação já fosse lei na época da imposição da mordaça, talvez o Estadão estaria até hoje invadido e fechado? E a Constituição? Ora, a Constituição!

 

ANTONIO BRANDILEONE abrandileone@uol.com.br

Assis

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Sucatão

 

Lula diz que sentia vergonha de voar no "sucatão" e por isso comprou o Aerolula. Pelo visto nunca lhe causou qualquer traço de vergonha assistir com indiferença e até cumplicidade o sucateamento da ética, da educação, da saúde, da diplomacia, da segurança, da indústria, dos valores democráticos, do eleitor e do futuro do País, que já se fazem sentir em toda Nação brasileira, e por isso preferiu dedicar-se a promover o consumismo imediatista e o ufanismo irresponsável, capazes de perpetuá-lo no poder...

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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Mao e Deng

 

Excelente o texto do jornalista Carlos Alberto Sardenberg, "Lula é o nosso Mao; FHC, o nosso Deng". O articulista escreve de maneira muito apropriada que Lula sabe vender gato por lebre. Nosso Mao inaugura obras inacabas e simples maquetes, inaugura a Ferrovia Transnordestina com apenas 3% da obra executada até hoje. O PAC é propaganda pura. Nos últimos anos, o PIB do Brasil cresceu muito menos do que o dos demais emergentes, e mesmo em 2010, deve ter crescimento inferior aos PIBs do Paraguai, Uruguai e Argentina. Há que se acrescentar que nossa carga tributária é a maior entre os emergentes e superior até a de vários países desenvolvidos. O País cresce em função do avanço no preço das commodities puxados pelo extraordinário desempenho da economia chinesa, e isso graças ao excepcional aumento na produção da privatizada Vale do Rio Doce. A política economica bem sucedida de Lula é a mesma de FHC e sua grande bandeira no campo social, o Bol sa Família, é um sucedâneo ampliado do Bolsa Escola criado pelo PSDB. O alegado aumento da classe média também é questionável. O Ipea do PT considera de classe média famílias cuja renda anual é de "estratosféricos" R$18.000,00. Apenas a título de comparação, famílias de classe média nos EUA têm renda anual de US$70.000,00, quase 7 vezes mais. Nossa política externa é embaraçosa, de alianças com regimes autocráticos e desumanos. O fisiologismo e a corrupção correm soltos como nunca e o presidente, depois de ter se desculpado à nação, afirma ,agora, que o mensalão nada mais foi do que uma tentativa de golpe. Com índices de popularidade altíssimos, não os usou para propor reformas estruturais importantes. Sardenberg tem razão quando diz que Lula tem grande poder de convencimeto perante parte da opinião pública. A rigor, nesse quesito o PT foi extremamente competente. Criou uma máquina publicitária que faria inveja a Joseph Goebbels.

 

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

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Traduzindo

 

Traduzindo do chinês para bom português, o título da coluna de Carlos Alberto Sardenberg pode ficar assim: Lula é nosso mal; FHC é nosso bem.

 

Lucília Padilha Simões lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

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POPULARIDADE E FUGA

 

O Lula, que sai, sempre fugiu de medidas necessárias, mas impopulares, dado que sempre perseguiu, inclusive tornando-se ideia fixa, a popularidade, ficando sempre extasiado com os altos índices encontrados por certos institutos de pesquisa. Daí que o editorial econômico, sob o título comparativo entre Lula, FHC e Mao e Deng, acerta quando conclui que a popularidade nem sempre é sinal de eficiência. Entendemos que nem de proficiência, porque o governo populista mira o benefício à sua pessoa, com medidas que nela reflitam, enquanto os governos mais técnicos e menos voltados para o populismo, na verdade, têm sempre em mente os interesses da nação, sejam agradáveis ou não. São estadistas os governos que assim procedem. E costumam ficar na História, o que não acontece com os meramente populistas e demagogos.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro@claretianas.com.br

Rio Claro

 

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Lula é o nosso Mao

 

Carlos Alberto Sardenberg escreveu um artigo de grande lucidez e originalidade, "Lula é o nosso Mao; FHC, o nosso Deng". Ele não foi contra, nem a favor, apenas inteligente e realista, ajudando a esclarecer um tema difícil de analisar com isenção, em cima dos fatos.

 

Roberto Muylaert bobmuy@uol.com.br

São Paulo

 

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Se Mao é Lula, cadê a Chiang?

 

Excelente o artigo do jornalista Carlos Alberto Sardenberg no estadão de 20/12. No caso brasileiro como compara Sardenberg, embora o Mao (Lula) utilize as reformas de Deng (FHC) como à responsabilidade fiscal e política econômica e até mesmo as privatizações. Nada desta herança do passado, foi reconhecido e ele repete o mantra quase místico de "nunca antes neste país". Também Lula infelizmente não tem o habito de Mao de registrar em livros suas idéias e até mesmo de conhecer grandes pensadores da história em seus registros por escrito ou seja nada que não esteja, nos releases do Franklin Como na china Lula prezaria uma imprensa controlada e só falando o bem, infelizmente para ele o brasileiro é pluralista cultural e socialmente e sua capacidade de relevar a ofensa e conviver com seu desigual ou seja podemos não ter a cultura milenar como os chineses ou sua paciência e capacidade de sacrifício, mas somos um povo criativo e espontâneo não amarrado a paradigmas e com grande capacidade de realizar e de acreditar até mesmo nos candidatos como Lula (Mao) ou até Chiang (mulher e sucessora de Mao). Na China a história passa pela participação de Chiang que continuou as políticas de Mao (inclusive a sangrenta revolução cultural) e a perseguição a inimigos políticos (chamados de camarilha dos quatro) , ainda com mais crueldade e sua queda permitiu o inicio das mudanças (lá sempre mais vagarosas) que vieram a ser consolidadas depois por Deng. Espero que no Brasil não seja necessário o desastre de Chiang, nem a fome e o caos do grande passo adiante.

 

Márcio M. Carvalho mmcoak@hotmail.com

Bauru

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"Petróleo x Previdência Social"

 

Prezado Sr Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, primeiramente quero congratulá-lo pelo seus oito anos que representou o povo brasileiro, mesmo divergindo de vários pontos durante esse período não posso deixar de reconhecer sua História de Vida, inteligência, vivacidade, carisma e revelar-se um homem de marketing, no sentido profissional, e um grande estrategista político elegendo sua sucessora. No último domingo, 19/12/2010, ao acaso, vi uma reexibição no SBT de um programa pré-eleitoral a presidência da república de 1988 / 1989 o que me fez recordar os bons tempos de Universidade. Naquela eleição votei no Sr, no PT. Revendo o programa foi rico no sentido de observar as transformações políticas e comportamentais que sofreu ao longo da sua vida pública. O Sr. amadureceu, tornou-se menos agressivo nas colocações, ficou mais ponderado, reflexivo, e importante, manteve algumas convicções. Tal observação não significa que concordo principalmente com os ditos avanços sociais conquistado nos oito anos de sua presidência o mais justo seria dizer que durante sua gestão foi dado continuidade e até aperfeiçoado programas sociais importantes iniciado pela seu precedente. Creio que ao apagar das luzes de seu mandato ainda há tempo, a meu ver, do Sr. fazer um ato de legítima autoria de justiça social, tentarei desenvolver um breve raciocínio: Monteiro Lobato e outros intelectuais foram perseguidos na primeira metade do século XX por encabeçar a campanha do Petróleo é Nosso. Alguns anos depois já falecido foi criado à célula da Cia Petrolífera, Petrobras. Ao longo de sua criação e solidificação tornou-se uma das Cias Petrolíferas mais rentáveis, capitalizadas e de excelência tecnológica do mundo e isso tudo, boa parte foi construído com o dinheiro público proveniente de impostos dos contribuintes. Dentro desse raciocínio, sendo a Petrobrás uma Estatal, criada e mantida por longo tempo com recursos proveniente de impostos, e as reservas de petróleo e gás estão dentro do território nacional pertencente a todos os brasileiros, assim sendo, legitimamente os dividendos provenientes do binômio Petrobras e Reservas Petrolíferas são dos brasileiros. Portanto, distribuir pequena parte dessa riqueza aos aposentados e pensionistas, através da Previdência Social Oficial, objetivando apenas recuperar e manter os valores contratados por estes quando contribuinte viria ser um legítimo ato de Justiça Social protagonizado pelo Sr. Muitos dos aposentados não terão tempo de desfrutar da redistribuição dos royalties que os Estados da Federação terão direito. Recursos que serão aplicados de forma direta e indireta no desenvolvimento dos mesmos além do que ficará restrito ao Estado de direito e limitado aos recursos e necessidades. Já a distribuição proporcional ao período de contribuição contratado pelo contribuinte fará uma verdadeira Justiça Social a nível Nacional, e conseqüentemente o dinheiro circulante provocará um efeito cascata de desenvolvimento e prosperidade sem precedentes. Sr. Presidente, o Sr. poderá dizer para mim: mas somente agora que você me sugere isso! Por que não o fez antes, por que não fez sugestões as comissões, etc? Não o fiz antes Sr. Presidente porque espero do Sr. um legítimo ato de Justiça Social. É tão óbvio para quem fala tanto em Justiça Social! Sem nada mais finalizo esta o parabenizando, mais uma vez, pelos seus oito anos de governança

 

Nilson C. Lara Jr. nc.lara@hotmail.com

Jundiaí

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Metrô

 

Londres inaugurou sua primeira linha de metrô subterrâneo em 1863, Paris em 1900, Buenos Ayres em 1912. Foram certamente obras planejadas por administradores competentes e visionários, que não apenas se limitaram às escaramuças políticas cotidianas. Essas realizações vieram à facilitar, tempos depois, a chegada em massa dos veículos auto-motores nas urbes, propiciando o arcabouço de um sistema de transporte misto e integrado, que em muito beneficiou os seus citadinos. As grandes cidades brasileiras, Recife incluída, acreditavam que viadutos, corredores de tráfego, mão-única, semáforos sincronizados, revezamentos, etc, seriam suficientes para garantir o fluxo dos veículos em suas vias, esquecendo uma lei da Física que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, e abandonaram burramente o metrô subterrâneo. Assim, multiplicar a quantidade de ônibus nas cidades, significa contribuir para engarrafamentos cada vez mais intensos, aumentando irremediavelmente o tempo de deslocamento do cidadão para o seu local de trabalho. Para tentar evitar a expansão do caos, urge que robustos investimentos sejam destinados a construção de linhas de metrôs (não arremedos), que criaram nas cidades citadas verdadeiros shoppings subterrâneos em suas estações, empregando milhares de pessoas. Esses investimentos seriam mais úteis ao País que o bilionário e desnecessário Trem-Bala do Lula, ligando o Rio a São Paulo. Precisamos de inteligência para eleger nossas prioridades.

 

Sergio Villaça svillaca@terra.com.br

Recife

 

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Os dois pesos de Vannuchi

 

Dia 20, em S. Paulo, o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, fez uma declaração que reputo surpreendente para os padrões petistas. Referindo-se aos desaparecidos no período militar, asseverou: "... Quem disser que o Exército brasileiro foi torturador estará errando, porque o número de torturas foi inexpressivo, mesmo no pior momento, do Garrastazu Médici". Se é assim como diz, a partir de agora, como ficam os tais que usam o mantra da "ditadura sanguinária, torturadores, etc." referindo-se ao movimento de 1964 ? Pois é o próprio Paulo Vannuchi, aquele que mais quer "esclarecer as violações dos direitos humanos" atribuídas a figuras dos chamados "anos de chumbo" quem relativiza a dimensão da repressão no período militar, usando o adjetivo "inexpressivo" (!) para qualificar os padecimentos da época. Disse, ainda, o ministro : "Não é possível completar a reconciliação nacional enquanto permanecer essa insistência em bloquear ou desqualificar, chamando de revanchista, a pressão para se descobrir onde estão os corpos e devolvê-los às famílias". Lindas palavras. É claro, todavia, que o ministro se refere aos que partiram para a "luta armada" propondo-se a enfrentar à bala, em guerrilha urbana ou no Araguaia (p. ex.), e com métodos terroristas, a ordem estabelecida com o fim único de impor ao Brasil uma ditadura vermelha, dando-se mal em sua empreitada. Nenhuma palavra de Vannuchi, em relação aos correligionários que fizeram "desaparecer" o soldado Mario Kozel Filho, jovem recruta de 18 anos que dava serviço como sentinela em São Paulo, quando teve seu corpo feito em pedaços por artefato terrorista lançado de um carro onde estavam seus companheiros de armas, num triste episódio naqueles idos. Havia, à época, um conflito claro com dois lados bem definidos. Para Vannuchi, todavia, só uma das partes em luta - justamente aquela que defendia a legalidade e a ordem institucional por ele combatida, é que deve "responder" por eventuais excessos. Para Vannuchi, os insurgentes comunistas, muitos dos quais hoje aparelhados no atual governo, embora tenham cometido toda sorte de atrocidades - algumas infinitamente piores que as perpetradas do outro lado - não devem ser passíveis de qualquer investigação ou questionamento. É o famoso dois pesos, duas medidas tão caro aos idólatras da foice e do martelo que têm em Paulo Vannuchi um digno e fiel representante.

 

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

 

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Quase perfeito

 

Depois de denunciados ao Ministério Público Federal por "superfaturamento", o "Ministro Paulo Vannuchi" (Direitos Humanos) seus assessores bem como a empresa "Aplauso" foram multados pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Aliás a "Aplauso" também atuou em contratos sem licitação firmados pelo governo do Distrito Federal, no mensalão do DEM, que levou ao afastamento do ex-governador José Roberto Arruda. O que é muiiiito estranho é que a pena para a atuação de Vannuchi, neste caso, que envolve uma cifra não inferior a 1 milhão, foi uma autuação de apenas R$ 10 mil. Por bons trabalhos, creio, Vannuchi deve ganhar uma promoção para dirigir o instituto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está criando para elaborar estudos e políticas públicas após o fim do governo, além de uma indicação para uma vaga na Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos). Conclui-se: Crime quase perfeito, o risco é pequeno e vale a pena!

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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Revanchismo

 

A materia publicada em (A7/21/12/2010), "Vannuchi volta a pedir punição por torturas" dá-nos um alivio em saber que muito em breve, Vannuchi deixará a Secretaria Especial de Direitos Humanos ja que vai ocupar uma vaga na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. A continuar "por aqui",com sua obscessão revanchista permanente a ponto de não acatar decisão do STF que considera a Lei da Anistia como sendo bilateral continuaria nessa sua cruzada . Esperemos que de lá da OEA, não continue nesta senda revanchista. Felizmente o Ministro Nelson Jobim tem atuado como um amortecedor dessa obscessão de Vannuchi que só tem servido para ressuscitar esses revanchismos e, por outro lado, provocar os militares.

 

José Ávila da Rocha peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

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Condenação no Irã

 

Lamentável a condenação do cineasta Jafar Panahi pela Justiça do Irã a cumprir a pena de seis anos de prisão, pela prática de supostas atividades subversivas. Panahi apenas denunciou as arbitrariedades e a fraude eleitoral nas eleições iranianas e também foi proibido de filmar por 20 anos. É mais um exemplo de como o Irã não passa de uma ditadura fundamentalista e opressiva, que quer silenciar todos os opositores do regime. O Brasil deveria repudiar veementemente a violação dos direitos humanos no Irã e jamais se aliar a países que adotam esse tipo de política e massacram seus próprios cidadãos de forma cruel e covarde.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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Bela diplomacia...

 

Bela diplomacia brasileira que protege pilotos americanos que derrubaram o jato da Gol!! Agora descobri porque Barack Obama falou que Lulla era o "cara". Ele é o cara que diz uma coisa e faz outra, dissimulado e ironico!! Graças a Deus que em 10 dias ele vai embora!

 

Deborah Marques Zoppi dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

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Custo da Democracia

 

Após declarar à revista Veja ( páginas amarelas) que democracia tem preço e que é melhor ter um deputado custando o que custa do que não ter Parlamento, o deputado Cândido Vaccarezza, bem aconselhado, sumiu de cena. Não é para menos. Também não sei a quem ele desagradou. Mas, voltando ao assunto, na minha opinião, Parlamento desse tipo formado na grande maioria por bandidos da pior espécie eu prefiriria não ter. E quanto ao preço da democracia, seguindo o brilhante raciocínio do nobre deputado, concluiremos que o baixíssimo custo da democracia Sueca a levará em curtissímo prazo a mais cruel ditadura, entra as que a Europa já viu.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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Comédia shakespeareana

 

O aumento dos deputados federais ,dos senadores e de todos lá de cima foi uma verdadeira vergonha para o nosso país.Alguns aposentados têm que trabalhar mesmo já sendo aposentados para poder sustentar melhor a sua família.E a DESAPOSENTAÇÃO ainda estão estudando.Misericórdia.

 

Sonia Maria Salzano Gentil soniasalzano@gmail.com

Descalvado

 

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Proposta indecente

 

Provocante, acintosa e covarde a sessão em que os Senhores Parlamentares aprovaram seus próprios salários! Agiram ao apagar das luzes do ano que finda, sem dar tempo a reações da mídia e do povo! É nesse clima que se iniciará o novo governo? O que mais nos espera?!

 

Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br

São Paulo

 

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Brutalidade financeira

 

Salário dos parlamentares é na verdade uma vergonha e um descalabro e uma agressão ao Erário e a grande e pobre classe trabalhadora deste país. Políticos que votam às escuras na defesa de causas próprias e não enxergam na miséria que existe numa grande parcela desta nação. Para onde foram a honra e a honestidade dessa gente? Comparando aos salários dos parlamentares do mundo; o Brasil é o que mais paga a esses incrédulos. Agora as cascatas virão pelo Brasil afora e nós o povo é que vai arcar com essa brutalidade financeira. "Parabéns", Brasil!! continue assim. Que o próximo ano seja com mais impostos e menos assistência nos hospitais negligentes.

 

Antonio Rochael Jr. antoniorochael@gmail.com

Iguape

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Educação

 

Resultados do Pisa ou índices globais de educação sempre suscitam a discussão sobre educação, englobando verbas, modelos, etc. Inicialmente demonstram a ineficácia do sistema erigido e a falta de foco por não caminharmos sob saudáveis vias à levar a transmissão basal do conhecimento e sua utilização. Ora vemos críticas às estruturas, ora ao professorado e assim sucessivamente, na busca da culpabilidade da fracassada educação de nossos jovens, observo outras variáveis classificáveis as quais relacionarei abaixo. Obviamente a educação necessita de dois atores: alunos e professores. Sob os alunos recaem a premissa da necessidade do aprendizado, o acolhimento da informação e sua memorização, influi sobre este ator, sua família, diretamente ao lhe cobrar que o processo de retenção da informação - o que por si - está falho, pois muitas o deixaram de fazer, transferindo a responsabilidade para a escola. Ainda sob esta família cabe a responsabilidade de transmissão de códigos não visíveis, um deles pode ser denominado de código de esforço, perpassado silenciosamente desde a tenra infância, ele será responsável na percepção da criança, agindo diretamente sob seu sistema neurológico de recompensas, tornando-os leniente ou aglutinadores de informação. Este ator (o aluno) integrante de uma família é também integrante de sua micro sociedade, não restrito a sua sala de aula, mas a outros colegas e todos que o cercam, quer crianças ou adultos. Estas micro sociedade transmitem informações que influenciarão no mesmo sistema de recompensa, crianças menos favorecidas, sob ambientes menos favorecidos, vivenciando cenários, diariamente, de adultos sob efeitos de álcool e drogas e suas conseqüências, somente com muito esforço pessoal, conseguiram diferentes enredos para si. Some-se ainda nesta micro sociedade vivenciada (em todas as camadas de renda) a partir de uma determinada idade, e isto não é tão atual, a desvalorização do bom aluno, sendo este marginalizado no ambiente da sala de aula, caracterizando um "bullying" silencioso, a qual poucos educadores mencionam. Nosso outro ator, o professorado ao longo dos últimos anos, desprovido foi de uma de suas principais ferramentas, ora pela dinâmica da aprovação continuada, ora por um decréscimo de sua autoridade, sob a égide de um individualismo do aluno, custodiado por órgãos que deleitam-se sob o individuo e esquecem o coletivo. Impossibilitados de cobrança maior, transmitem o conhecimento, jogados ao limbo toda vez que seus alunos são avaliados, quer pelo índices nacionais ou internacionais. Pesam sob eles a reticência da auto-avaliação no quesito qualidade, contrapondo-se a sub-valorização da profissão e da carreira. O desempenho da transmissão de conhecimento, comprometido fica por parte deste ator, sua capacidade de interferir exatamente nos sistema de recompensa e memória, tornou-se diminuto. Estes dois atores ao vivenciarem no mesmo espaço, a escola, sob um determinado tempo sofrem pela carência da estrutura e por tempo exíguo em salas de aulas, resultado das políticas publicas na alocação de verbas, quer pelo poder municipal, estadual ou federal - perfazendo a alocação de somente 3% do PIB ser dirigida à educação e cultura! Sob esta pirâmide alunos, professores, escolas, tempo, poderes públicos incluindo-se Ministério da Educação, temos ainda a própria CULTURA (tudo maiúsculo) a atuar como coadjuvante principal, sob cada dispositivo do sistema de recompensa de cada um dos milhões de estudantes brasileiro. Como exemplo nosso Presidente, sem grau universitário (até então digerível) mas que não exorta os estudantes a ler, muito pelo contrário vangloria-se de sua pouca leitura. Defendo um elo entre o conhecimento que a neurologia proporciona subsidia-nos de informações, sobre os vários aspectos como sistema de recompensa, memória, auto-estima com o sistema educacional. Traduzidos à sala de aula, estímulo, atenção, memorização e cognição. Afinal se a nossa capacidade sensorial e racional é fruto da historicidade de nossa capacidade de adaptação ao meio, seria pertinente verificar que a atual conformação humana, corpo e cérebro, somente evoluiram ao estágio atual, através da coleta de informações (observação), classificação, memorização e cognição. Lembrando que o cérebro com aproximadamente 1 bilhão de neurônio e 125 milhões de sinapses por segundo é um processador a realizar analogias e metáforas, relacionando conceitos simples e complexos uns com outros, buscando semelhanças e diferenças. A transmissão do conhecimento via língua materna, português e da matemática, fornecedoras respectivamente da linguagem e do raciocínio lógico, são indubitavelmente bases da cognição. Se a educação possui duas funções, como Carlos A. Sardeberg, colocou em seu artigo (OESP 13/12/2010 B2), uma, igualar as oportunidade e outra entregar `a sociedade profissionais e cidadão que gerem riqueza pra si e para o País, estamos em um caminho antagônico, dado que os índices apontam para uma má qualidade do ensino fundamental, um analfabetismo funcional e uma deteriorização da produtividade dos brasileiros ao longo dos vinte anos.

 

Aleandre K. Chow adcw@uol.com.br

São Paulo

 

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Saúde pior

 

Acredito que os governos municipal, estadual e federal estejam bem intencionados ao transferirem para a iniciativa privada - para as chamadas Organizações Sociais de Saúde (OSS) - os serviços médicos públicos. Ocorre que têm ocorrido uma série de fatos lamentáveis, como erros médicos, falta de atendimento condigno e dispensa de pacientes aparentemente pela pressa, falta de atenção e economia indevida de recursos públicos que recebem e não são fiscalizados. Pacientes têm morrido sem que os verdadeiros culpados - os responsáveis públicos pela terceirização descuidada e falta de fiscalização desses serviços, que como se sabe constituem direito constitucional de todos os brasileiros, através do SUS, sejam sequer mencionados. Os maiores interessados, os pacientes, não têm representação nessas OSS. Já passou da hora de o Ministério Público tomar alguma providência. Por enquanto, sei por experiência própria que em São Paulo não adianta recorrer porque o MP está ao lado das OSS..

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

 

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Manifesto artístico

 

Sou Débora Cárol Segura, artista plástica e arte/educadora, amo as artes e tudo que inspira suas expressões,O PURO E SIMPLES VIVER. Como eu posso concordar e ficar quieta ao ver uma cena como a que está acontecendo na Paulista!? As pessoas estão perdendo o senso de valores e empatia, falamos em uma educação para a cidadania e respeito mas aplicamos a discórdia e a opressão. O que as pessoas irão pensar ao tomarem conhecimento desta lei que retira o direito de ser livre em ruas que NÓS pagamos os impostos, somos parte deste patrimônio e por um capricho de um prefeito que no mínimo é frustrado nos impõe a passar por uma situação como esta? Cade os valores? Os direitos? Será que Kassab é um artista frustrado? Vamos deixar que uma atitude nazista e ditadora se repita??

NÃOOO, por favor! Se deixarmos isso acontecer para que adiantaria tantas mortes no período da ditadura MILITAR? Nós somos os direitos, como podemos deixar que nos retire o que é mais bonito, nossa expressão cultural, individual, que forma o mundo, SOMOS UM PLURAL SINGULAR. É inaceitavel que as redes de comunicação se calem perante isso. Acredito que dentro de todos tem uma musica tocando e a maioria são musicas concebidas em períodos de luta a favor da liberdade de expressão. São filhos, pais, netos que admiram as artes e vamos tirar esse direito de forma tão cruel e repressora? Nãooooooooooooo!

 

Débora Cárol Segura deboracarol.basso@gmail.com

São PAULO

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Ateísmo

 

Como foi discutido no caderno Aliás (Estadão, 19/12/2010), está havendo um recrudescimento do ateísmo militante. Em Porto Alegre, recentemente, proibiu-se a fixação de cartazes antirreligiosos nos ônibus urbanos. Em nosso país, graças a Deus, vige a total liberdade de religião, garantida pela constituição federal. Isto siginfica que cada pessoa pode aderir ao credo que bem entender, ou, até mesmo, inventar uma religião. Consequentemente, o que nosso sistema jurídico não tolera é o ataque contra uma religião específica ou contra a religião em si; daí a corretíssima desautorização dos cartazes na capital gaúcha.

 

Edson Luiz Sampel, doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, de Roma. el.sampel@uol.com.br

São Paulo

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O CPC e o Estado Democrático de Direito

 

Os Tribunais são órgãos jurisdicionais essencialmente coletivos ou colegiados. Excepcionalmente, dada a crise que se abateu sobre a Justiça brasileira, passou-se a admitir decisões isoladas dos relatores. Nesse contexto, o art. 857, parágrafo primeiro, do projeto de Novo Código de Processo Civil, ao não permitir que o advogado sustente perante o Colegiado uma tese a ele dirigida e obstada monocraticamente, arrosta a garantia constitucional do devido processo legal e da ampla defesa. É um exemplo. Todas as normas que restringem o direito processual dos advogados - é dizer, da s partes - ficarão sob o crivo do STF. É melhor que sejam escoimadas do projeto. Justiça não se faz só com Juízes e justiça por meio de juízes energizados por excesso de poder é autoritarismo incompatível com nosso Estado de Direito Democrático. Há uma impressão equivocada de que o único aspecto da crise da prestação do direito no Brasil é a da morosidade. E, pior ainda, determinada por medidas procrastinatórias dos advogados. Não que essas manobras estejam ausentes dos palcos judiciários. No entanto, temos, também, crise de qualidade dos magistrados. Derivada da sofrível qualidade de ensino jurídico e do ingresso na Magistratura em verdes anos, sem a experiência sócio-jurídica necessária que é o único curso de formação do bom aplicador da lei. Basta conferir o número anômalo, no cotejo com o processo das nações cultas no plano jurídico, das sentenças reformadas pelos Tribunais e das sentenças dos Tribunais Regionais reformadas pelo s Tribunais Superiores. Não fosse assim e não se teria adotado o mecanismo da Súmula vinculante. O remédio que se vislumbra é a restrição dos direitos processuais, o que importa na deterioração do processo. A Justiça deve ser célere, ainda que ruim, segundo essa concepção errônea e antidemocrática e antissocial. O genial Carnelutti já dizia que todos os processos são destinados ao fracasso, dada a impossibilidade de transposição fiel da realidade humana ao universo formal e, não raro, fictício dos autos, cuja realidade determina os julgamentos por seres inerentemente falíveis. Nossos parlamentares devem se dar conta de que não há donos da verdade e que eles, somente eles, são os zeladores da produção de normas que respeitem em sua inteireza a liberdade individual e pública. Não podem aceitar um Projeto, por mais importante que seja a Comissão elaboradora, sem um debate, ponto a ponto, dispositivo por dispositivo, do Código. Esse dever parlament ar deve ser exercido, ainda que apenas por uma minoria capaz de entender e enfrentar uma matéria tão complexa e importante para o povo brasileiro. Recentemente tivemos várias alterações importantes no atual Código de Processo Civil, o que coloca em textilha, inclusive, a conveniência e oportunidade de edição de um novo Código. Como bem salientou o Professor Ivan Nunes Ferreira ( "O Estado", 21.12), o problema da morosidade é muito mais de estrutura - e de mazelas de odor menos suportáveis, como tem denunciado a Ministra Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Ministra Eliana Calmon, do que de legislação processual.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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Justiça à brasileira

 

Ao ler, no Estadão de 19/12, como funcionam as casas de bingos, com a conivência das autoridades, e na página ao lado, ver como foi preso um médico, que além de salvar 2 vidas, cumpriu o preceito ético do sigilo profissional. Além de perder bens, teve a honra e a profissão atingidas. Foram 6 anos de curso superior, mais 2 anos de residência médica, além de 30 anos de profissão jogados no lixo pela incompetência de alguns. Esta é a "justiça à brasileira": mal preparada, omissa e, em alguns casos(?), associada ao crime.

 

 

Hugo Hideo Kunii hugo.kunii@terra.com.br

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