Cartas - 20/12/2010

INDENIZAÇÃO DA UNE

AE, AE

19 Dezembro 2010 | 23h40

Cala-a-boca

 

Médico formado há 33 anos, participei ativamente da vida acadêmica. Fui membro do diretório acadêmico durante quase todo o curso. Lutamos muito pela melhoria da qualidade de ensino da nossa faculdade e do curso prático, tudo isso em pleno regime militar. Fomos ameaçados de prisão, mas não nos calaram. E hoje vemos um instituição estudantil que sempre batalhou, sem compromissos governamentais, pela democracia do País, totalmente independente, ser comprada para apoiar um governo, vendendo sua autonomia e sua personalidade. Só nos resta reconhecer toda a capacidade do sr. Lula de ter corrompido também a União Nacional dos Estudantes (UNE), para que dessa forma nunca venha a atrapalhar o futuro governo. Um verdadeiro cala-a-boca.

 

HILO FERRARI

hiloferrari@hotmail.com

São Paulo

 

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Cara lavada

 

Dona Dilma esteja à vontade. Haja o que houver, faça o que fizer, nem um centavo da verba para a UNE será gasto em tinta para pintar a cara de estudante algum.

 

LEONARDO GIANNINI

leogann930@terra.com.br

São Paulo

 

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A serviço do PT

 

Completando a farra com o dinheiro público, Lulla presenteia o cadáver da UNE com R$ 45 milhões. A UNE que heroicamente combateu a ditadura não existe mais. O que temos é uma organização a serviço do PT, sem compromisso com as reivindicações dos estudantes e absolutamente dispensável. Tchau, Lulla!

 

AIRTON MOREIRA SANCHES

moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

 

 

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Cadê...?

 

Na era Lula, recebeu mais de R$ 72 milhões. Mas cadê a UNE? Exceto pela suposta fraude em convênios para receber recursos públicos, ninguém mais ouviu falar dessa entidade. Nos últimos oito anos teve infinitas oportunidades para se manifestar e atuar. Quem financia é quem cala a UNE?

 

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

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Resposta

 

Quando dos infindáveis escândalos no governo Lulla, bradávamos: onde está a UNE, que não se manifesta? A resposta veio no ocaso do mandato. Por R$ 44,6 milhões, quem iria ser contra tal governo? É, não se fazem líderes estudantis como antigamente.

 

CARLOS MONTAGNOLI

carlosmontagnoli@uol.com.br

Jundiaí

 

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O preço do silêncio

 

Em outros tempos a UNE não se calaria ante o abusivo aumento de 62% dos srs. parlamentares, mostraria sua indignação. Hoje recebe R$ 45 milhões do presidente Lulla. É o preço do silêncio.

 

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

 

 

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Opinião pública

 

O deboche dos deputados, que "se lixaram" para a opinião pública ao votarem de forma relâmpago, antes de qualquer reação das forças vivas da Nação, esse abusivo e inoportuno aumento dos próprios salários, vem denotar que caras-pintadas, UNE e outras entidades estudantis "já eram"! E eles sabem bem disso.

 

JOSÉ ÁVILA DA ROCHA

peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

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Carências preteridas

 

E lá se vão mais R$ 45 milhões de dinheiro público gastos inadequadamente. Lula, ao conceder indenização milionária à UNE, pretere investimentos imprescindíveis na área da saúde, especificamente em hospitais do Nordeste, onde o atendimento aos pacientes é extremamente precário. Corredores apinhados, falta de equipamentos, carência de médicos, de funcionários e, por consequência, população muito mal atendida. Mais uma vez, critérios políticos sobrepõem-se aos ditames da boa gestão de recursos públicos. A enorme soma dispensada à UNE seria vital para reduzir as necessidades das unidades de saúde da região. Nada contra a UNE ter sede própria, porém as áreas de saúde e educação devem estar em primeiro plano no recebimento de recursos.

 

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

 

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PESQUISA CIENTÍFICA

Desvalorização

 

Como pesquisador científico do Instituto de Zootecnia, da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, a exemplo da maioria dos pesquisadores científicos dos vários institutos de pesquisa das áreas de agropecuária, saúde e meio ambiente (cito como exemplo Agronômico, Ital, Biológico, Adolpho Lutz, Dante Pazzanese, etc.), aguardava ansiosamente a aprovação da Emenda n.º 8.365 ao projeto de lei do orçamento do Estado para 2011, que reajustava os vencimentos das categorias de pesquisador científico, congelados desde 2006. Infelizmente, a emenda não foi aprovada, o que causa revolta, pois essa decisão foi tomada por parlamentares que terão os seus vencimentos quase que automaticamente reajustados, em face do recente reajuste de 62% na Câmara dos Deputados. Creio que teremos de atravessar mais um ano de desrespeito a essa categoria do funcionalismo público do Estado e conviver com a evasão de colegas para as universidades, ou mesmo para outros órgãos de pesquisa científica federais, os quais valorizam muito mais os seus profissionais.

 

ALEXANDER GEORGE RAZOOK, Instituto de Zootecnia, Estação Experimental de Sertãozinho

razook@iz.sp.gov.br

Sertãozinho

 

 

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ESCLARECIMENTO

‘Insensato Coração’

 

Sobre o teor da matéria publicada em 14/10 no Caderno2, no que diz respeito ao episódio relacionado à atriz Ana Paula Arósio, esclareço que conheço Ana Paula de longa data e respeito sua decisão.

 

DENNIS CARVALHO

andrea.doti@tvglobo.com.br

Rio de Janeiro

 

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BOAS-FESTAS

 

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, Associação Paulista do Mistério Público-Vale do Paraíba, Eneida Nogueira-TV Globo, Euclydes Parente Ramos Filho, Gilberto Natalini, Leônidas Marques, M. Teresa Amaral e Thomas Schmall-Volkswagen do Brasil.

 

 

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"Nossos políticos são ótimos representantes do reino animal: repassam as verbas do SUS como uma preguiça, mas quando se trata do aumento dos seus salários agem como a raposa. Acorda, Brasil!"

 

GUSTAVO GRIMALDI / JUNDIAÍ, SOBRE O TREM DA ALEGRIA

ggrimas@hotmail.com

 

"Eles se dão porque o estado do povo é de sedação"

 

SÉRGIO BARBOSA / BATATAIS, IDEM

sergiobarbosa@megasinal.com.br

 

"Um deputado federal custa R$ 128 mil por mês. Quanto ele vale?"

 

AMAURY MARASSÁ CORRÊA / SÃO PAULO, IDEM

amrycor@uol.com.br

 

 

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL:1.020

TEMA DO DIA

 

Atrasos nos voos já subiram de 12% a 20%

 

Especialistas dizem que principal explicação é o aumento do número de viagens em dezembro

"Conheço muitos aeroportos fora do Brasil. Realmente, o que se vê aqui para conforto dos passageiros é de chorar. Estamos sem investimentos na Infraero há muitos anos."

 

MARCO ANTONIO PEREIRA

 

"Há muitas reclamações descabidas. Promoção de R$ 1 pela passagem... Reclamar de quê? Preço barato é isso mesmo."

 

JOSÉ CARLOS DA SILVA

 

"É, o Brasil está bem preparado para a Olimpíada e a Copa..."

 

JOSÉ SOUZA FILHO

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

Só morre na praia

 

Você se lembra se algum projeto lançado pelo Lula nestes oito anos de mandato teve sua meta atingida conforme prometido?!

Nenhum! Fome Zero, Primeiro Emprego, Banco do Povo, PPPs, PAC, Minha Casa, Minha Vida, etc., são alguns dos exemplos fracassados!

E o Estadão, em matéria de capa de 18/12, trás o título: "Petrobrás não atingirá meta de produção"...

Lembram-se do carnaval que o petismo promoveu da suposta autossuficiência na produção de petróleo?! Pois é! Até hoje não foi alcançada...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Ministério Dilma

 

Conta a História que quando o presidente Ernesto Geisel tomou conhecimento do Ministério de Fernando Collor, após sua eleição, arrependeu-se de não ter votado em Lula. Acredito que muita gente, vendo os ministros escolhidos por Dilma Rousseff, já comece a compungir-se por não ter votado em José Serra.

 

Eni Maria Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br

Botucatu

 

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DILMA

 

A presidente eleita, Dilma Rousseff, claramente mostra um estilo diferente do presidente Lula, ao ser mais sóbria e delicada no seu modo de se comportar em público. Até agora a arrogância, a impetuosidade e o improviso não se manifestaram em sua fala. Mas esperamos que também nos momentos mais difíceis, que certamente aparecerão no transcorrer de seu mandato, tal postura permaneça a fim de resgatar uma imagem mais digna de um chefe de Estado brasileiro, a qual foi desconstruída pelo nosso último mandatário.

 

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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Já vai tarde

 

 

Sr Lula; como não faço parte dos 83% que dão sustentação à sua popularidade, a única coisa que tenho a dizer é: já vai tarde, "cumpanheiro". Entretanto, tenho de concordar em um aspecto:  o senhor, para quem gosta do seu estilo autocrático, é um prato cheio.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@terra.com.br

São Paulo

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PERÍODO LULO-PETISTA

 

Muitos pensam que o período republicano lulo-petista terminou e que com Dilma as coisas serão outras. Ledo engano, Lula não dará tréguas a Dilma. Dilma teria de escolher o seu Ministério, mas ficou apenas com uma "cota"... não dá para acreditar. Quisera que essa era realmente tivesse acabado, mas, como diz Tiririca, o mais aplaudido dos eleitos, ainda vai ficar pior. A herança de Lula é terrível para Dilma. O Tesouro Nacional está com um buraco como jamais se viu neste país. As obras prometidas ou não saíram do papel, ou estão paradas, ou atrasadas. E ainda vêm por aí uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, com todos os gastos que vêm junto com esses eventos. De enxugar as despesas pouco se falou, e nada se está programando, basta ver o absurdo aumento que os "pais da Pátria" vão receber, não só em Brasília, mas Brasil afora. Não sobra quase nada do PIB para investimentos, assim, Dilma terá de aumentar a dívida. Quero ver como

terminará o governo dessa senhora. Se ela tiver mão de ferro, pode dar a volta por cima, se ficar com os palpites de Lula, vai nos deixar de tanga.

 

CARLOS E. BARROS RODRIGUES carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

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O "herói" de um país à deriva...

 

O presidente Lula despede-se do governo com popularidade recorde, segundo pesquisa que não apresenta critérios nem o perfil do público pesquisado. Tudo bem, final de governo é isso mesmo, pouco importam a fonte e os critérios, o que importa é mostrar as coisas boas e varrer as ruins para debaixo do tapete, mesmo que estas sejam maiores e piores do que se possa imaginar. Além de fazer sua sucessora, Lula entra para a História como o presidente que soube falar para o povão, já que é a vontade do povão que prevalece nas urnas de democracias jovens como a brasileira.

Irônica e contraditoriamente, o País coleciona índices assustadores que deixam qualquer pessoa minimamente esclarecida sem entender os motivos para tantos festejos como aqueles a que assistimos, com cobertura total da imprensa, na semana que passou, em Brasilia.

A saúde nunca esteve tão ruim e em alguns Estados o colapso é evidente, está fora de controle. A educação, o próprio ministro que continuará no próximo governo confessou que está à beira do caos e se os salários de professores não forem adequados os anos seguintes serão de grandes expectativas, já que uma greve nacional de professores é dada como certa.

As estradas federais que cortam o País, com destaque para Minas Gerais, estão em estado de calamidade e as mortes aumentam a cada feriado, fruto de um modelo de rodovias ultrapassado, que facilita as colisões frontais, causando centenas de milhares de mortes. Os índices de mortes no trânsito são alarmantes e os maiores do mundo. A segurança vai de mal a pior, 73% da população brasileira sente-se insegura em suas cidade e 53% sentem-se inseguros até dentro de casa.

O crime organizado toma conta das favelas e o tráfico está sem controle nas principais cidades do País. As fronteiras estão abertas e a droga entra junto com as armas, sem que as autoridades federais tenham controle. Somente nas duas principais capitais do País o número de favelas ultrapassa 3 mil, e quase 10 milhões de pessoas vivem no meio da porcaria e da desorganização, numa demonstração de total abandono por parte dos governos municipais, estaduais e federal. No Brasil as favelas somam mais de 22 mil, e 52 milhões de pessoas vivem nelas, a maioria eleitora do presidente mais popular da História.

O consumo de crack bate recordes também e os programas de combate às drogas são acanhados e na maioria das cidades não existe. Os municípios brasileiros estão falidos e o bolo das riquezas do País está concentrado em Brasília. Para conseguirem recursos prefeitos são obrigados a bajular ministros, senadores e deputados responsáveis pelo Orçamento, numa demonstração inequívoca de que o pacto federativo está falido.

O trânsito das cidades brasileiras está prestes a entrar em colapso e hoje é assunto gravíssimo, inclusive nas pequenas cidades, abarrotadas de veículos. E as obras que poderiam resolver definitivamente a questão não saem do papel. O PAC, que foi concebido para isso, é uma grande falácia. No mesmo passo está o transporte coletivo, que concentra sua matriz, na maior parte, em ônibus produzidos sobre plataformas de caminhões, inadequados para o clima e para a topografia das cidades brasileiras, todos desconfortáveis e insalubres, condenando milhões de trabalhadores ao martírio diário e à espera constante, além da insegurança. Metrô, monotrilho e outras alternativas são raras e pontuais.

O sistema inteiro precisa ser revisto, desde o subsídio de passagens até a matriz de especificação construtiva de carrocerias, mas nada é feito há mais de 50 anos para modernizar o transporte coletivo das cidades brasileiras. Cinco famílias continuam sendo detentoras do monopólio do transporte público no Pais de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Os aeroportos estão no limite e o caos aéreo é uma realidade que tem data para começar e certamente vai manchar a imagem do Brasil lá fora, por causa da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. À exceção de Cuiabá e Belo Horizonte, todas as obras para a Copa estão atrasadas. Portos, nem se fala, quem é do setor de exportação sabe do que estamos falando.

Enfim, o País parece à deriva e o presidente bate recordes de popularidade, foi capaz inclusive de fazer sua sucessora. Não podemos esquecer a corrupção que solapa as instituições de cabo a rabo, e o presidente do povo, para variar, nunca sabia de nada. Sinceramente, tento, mas não consigo entender a lógica que faz o povo se dar por satisfeito num cenário como esse.

A democracia é, dos piores, o melhor modelo, mas no Brasil ela supera as expectativas e permite absurdos que em qualquer outro regime de governo o presidente estaria deposto ou, no mínimo, com índices de popularidade negativos. Por muito menos os espanhóis e os gregos foram para as ruas exigir mudanças. Plagiando Cazuza, que País é esse? Aonde isso vai parar?

 

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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Unificação dos poderes

 

A famosa Teoria da Separação dos Poderes defendida por Charles de Montesquieu (senhor de "La Brède") e que hoje é adotada pelas principais democracias do mundo foi desafiada por Luiz Inácio Lula da Silva (senhor de "Garanhuns"). Ele é dono de 100% do Poder Executivo, 90% do Poder Judiciário e 80% do Poder Legislativo. Uma verdadeira unificação dos Poderes conseguida em oito anos, costurando nos porões do Palácio do Planalto as mais espúrias alianças que se possam imaginar. Ele fez o caminho inverso das grandes democracias e ainda assim, graças ao baixo nível cultural do povo brasileiro, hoje por ele segregado, somado ao Bolsa-Família, ao bolsa-ditadura e a outras excrescências além de muitas mentiras, é proclamado, no fim do mandato, o salvador da pátria com 87% de aprovação... Pobre Brasil.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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Quero ir para Pasárgada

 

Será que o Brasil que Lula registrou em cartório é um lugar onde ele, em vez de ser amigo do rei, é o próprio rei?

E nós, míseros mortais, continuamos a viver no Brasil de sempre, aquele que não tem rodovias, pontes, ferrovias, portos e aeroportos decentes.

O Brasil em que vivemos ainda tem muita pobreza, doença, criança sem escola ou com escolas sofríveis, muita fome e muito absurdo.

Ele, não, ele e seus admiradores vivem em outro lugar, onde tudo é maravilhoso e que a imprensa se esqueceu de noticiar, talvez por isso nós não sabemos.

E continuamos, muito teimosos, a sofrer nos transportes públicos precários, nas cidades cheias de problemas.

Talvez por isso é que nós, os brasileiros comuns, nós que sustentamos o outro país de Lula, não saibeaos desse lugar ideal, cheio de benesses, onde a vida é uma maravilha.

Também quero me mudar para Pasárgada!

Onde é?

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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Para profissionais

 

Este País é digno de Kafka. Como explicar que um presidente da República, após oito anos de um mandato marcado por recordes de arrecadação tributária, tenha olvidado a saúde da população e deixado a educação, a infraestrutura, a segurança pública e outros importantes itens de governo no total desamparo, passando a maior parte de seu tempo em viagens e palanques, e, ainda assim, deixe o poder com 87% de aprovação "pessoal" - o nível mais alto da História? Alguém explica? Como é possível que um cidadão, no pleno domínio de suas faculdades, possa, a um só tempo, lastimar a existência de 15 milhões de analfabetos (fora os analfabetos funcionais), negando-se a sair de casa até mesmo durante o dia, por temer balas perdidas e a insegurança generalizada nas cidades tomadas por traficantes - mormente nos subúrbios -, e, ainda assim, considere que o presidente da República tenha feito um "bom/ótimo governo"? Como explicar que 54% dos brasileiros desaprovem cabalmente as políticas públicas relacionadas à saúde e outros 51% verberem a alta carga tributária nacional, que esfola mais e mais o couro da população, e, mesmo assim, persistam em idolatrar o responsável maior por essa miséria? Tudo isso está a léguas de minha vã filosofia. Cada vez mais me convenço de que entender o Brasil é coisa para "profissionais".

 

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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APROVAÇÃO DO PRESIDENTE

 

 

Descalabros na saúde pública; caos na educação, com os escândalos verificados no Enem: segurança pública fragilizada, com policiais apavorados com a bandidagem; funcionalismo insatisfeito e em constantes greves; transporte coletivo deficiente; proliferação de pedintes em todas as capitais do País, etc.

Com tantas mazelas, é difícil de entender a aprovação de 87% atribuída ao presidente da República! De duas, uma: ou a pesquisa não é confiável ou o povo brasileiro se contenta com muito pouco.

 

 

AFRÂNIO DE OLIVEIRA SOBRINHO afranio.oliveira@uol.com.br

São Paulo

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Lula e Lincoln

 

A presidente Dilma Rousseff invocou a memória de Abraham Lincoln em sua diplomação. A diferença entre o paradigma escolhido com felicidade e seu antecessor, porém, é manifesta. O lenhador, tão pobre quanto nosso herói, ainda muito jovem estudava com afinco Filosofia, Literatura, Direito Constitucional e tudo o que interessava ao desenvolvimento de seu povo, numa cabana miserável no alto de uma montanha, sem sofrer de azias com as leituras; ingressou no curso jurídico brilhantemente e com esforço exclusivo, valendo-se de seu autodidatismo. E tinha ojeriza ao vitupério e amor à simplicidade.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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NARCISISMO

 

Até um cego-surdo na Namíbia sabe que a pesquisa de popularidade do Lula é feita - se é que é feita - em seus currais eleitorais, caso contrário, não se justifica a "água pelo pescoço" que Dilma teve para ganhar a eleição. O cara é um narcisista. Acho que toda manhã ele pergunta a Marisa: "Polaca, olha nos meus olhos, bem no fundo! Agora me diz, existe alguém mais "copetente" que eu no mundo?!"

 

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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MAIS DE 100%

 

 

Não ficarei surpresa se a aprovação do governo Lula passar dos 100%. Só precisam avisar a ele que quanto maior a altura, maior é a queda.

 

Helenir Roberta José hrjose@uol.com.br

São Paulo

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SEMELHANÇAS

 

O Princípio de Pareto diz que os 20% vitais produzem 80% dos resultados, enquanto que os 80% triviais produzem apenas 20%. Alguma semelhança com a aprovação do Lula?

 

Gilberto Dib www.dib.com.br

São Paulo

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Deixe como está

 

Já que a aprovação do governo chegou a mais de 80%, pode-se concluir que o brasileiro está satisfeitíssimo com a saúde, a educação, a segurança pública, a infraestrutura, a economia - incluindo aí a carga tributária - e tudo o mais. Bastará a Dilma Rousseff deixar tudo como está. A julgar pelo nível de satisfação dos brasileiros com o seu país, se melhorar, estraga.

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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Futura ministra do Esporte

 

 

 

Se preencher cota é mais importante do que capacitação para assumir cargos, já podemos ter uma ideia de como será o governo Dilma.

 

 

Christian Bennecke christian.bennecke@ymail.com

São Paulo

 

 

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O teólogo Lulla

 

Interessante a declaração do presidente Lulla. Seus tempos de convivência com a CNBB serviram para alguma coisa: "A única coisa impossível é Deus pecar. O resto, tudo pode acontecer." No entanto, ao afirmar "o resto, tudo pode acontecer" coloca-se o presidente como se fora Deus, a quem "nada é impossível". Ou seja, Lulla isenta Deus e se afunda com o diabo na justificativa de tudo o que acontece como "nunca antes na história deste país."

 

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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FALAR E ENGOLIR

 

Nunca é demais e nem tarde para se relembrar Capistrano de Abreu, para quem a nossa Carta Magna deveria ter, logo no início, o seguinte dispositivo: "Todo brasileiro deve ter vergonha na cara". E completa: "Revogam-se as disposições em contrário".

Certamente descumpriria a Constituição imaginada quem disse que o PMDB "é um ajuntamento de assaltantes e seu presidente é o chefe". Mas aceitou ser ministro! Onde enfiará, então, a vergonha se tiver, por exemplo, eventualmente, de despacharcom o vice-presidente da República?

O Ciro, guerreiro histórico, que não era Gomes, segundo relata a História, nunca "encolhia"...

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro@claretianas.com.br

Rio Claro

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CAIXA 2

 

Com o Impostômetro na velocidade em que se encontra, até parece velocímetro de um Fórmula 1, é de grande importância que o quase ex-presidente Lula legalize o caixa 2, assim os pagadores de impostos poderiam ter um alívio e ele justificaria o mensalão, resgatando a sua turma. Ainda dá tempo, acho que só não dá para incluir no seu livro de ficção.

 

José Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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A tese de Mercadante

 

O sr. Aloizio Mercadante deu na sexta-fera o passo definitivo para ser lembrado na História do Brasil. Não como um economista competente. Mas como um exemplo do mais baixo e reles servilismo. Transformar uma defesa de tese de doutorado - já de si maculada pelo "jeitinho" que a Unicamp se forçou a fazer para admitir o postulante - em descarado oba-oba, mentiroso e mal ajambrado, do governo lulo-petista demonstra a mesquinhez e pobreza intelectual do sr. Mercadante.

Imagino esse aprendiz de economista defendendo essa tese (tese?!) para uma banca formada por Pérsio Arida, Pedro Malan, Gustavo Franco, Francisco Lopes.

Jogo de cartas marcadas, ação entre amigos, apenas o Delfim, com bonomia, apesar de "amiguinho" do governo Lula, teve a coragem de deixar clara a pouca seriedade das quase 600 páginas obradas pelo petista-economista.

Só nos resta agora o Tiririca ir à Unicamp defender uma tese. O humor, pelo menos, será profissional.

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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Doutoramento

 

Doutor sem créditos, Unicamp desacreditada.

 

 

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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Pêsames

 

Quebrando todas as regras e passando por cima de todos os procedimentos normais, Mercadante obtem o título de doutor pela Unicamp.

Para mim ele nunca vai passar de mero "dotozinho", título mais adequado à dimensão do seu doutorado, e até para eu fazer justiça a todos os demais doutores pela Unicamp que realmente se esfalfaram estudando e preparando sua teses, seguindo os regulamentos que, agora sei, servem só para os mortais comuns.

Meus pêsames à Unicamp... Sua honra morreu.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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Doutorado

 

A Unicamp não tinha o direito de fazer o que fez com seus íntegros e capacitados doutorados, nivelando-os ao sr. Aloizio Mercadante, que muitos sabem ser um incompetente. As nossas instituições estão descendo a ladeira da mediocridade de maneira absolutamente estranha.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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TÍTULO DO IRREVOGÁVEL

 

Acho até compreensível que a Unicamp tenha "facilitado" o titulo de doutor a Aloizio Mercadante. Como ministro da pasta que solta verbas para as universidades, quem não o faria? Vale apenas avaliar se valerá a pena, porque diante dessa facilitação temerária muitos outros filhinhos de papai, de deputados, senadores, ministros virão. E como dizer "não"? E diante da defesa de tese do "doutor" Mercadante sobre o governo do presidente Lulla, enaltecendo seus feitos econômicos, fica uma dúvida: será que ele comentou também as penúrias que passou quando exigiu a saída por denúncias do presidente do Senado, José Sarney, e voltou atrás quando Lulla assim o exigiu? Porque de lá para cá sua palavra é tão válida quanto seu título de "doutor"!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Como dantes

 

Novamente o nome do sr. Mercadante metido em coisas... Que coisa, hein?

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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SEU DOTÔ

 

Perguntamos: daqui pra frente como acreditar na Unicamp, depois das denúncias de picaretagem envolvendo sua administração e o senador Aloizio Mercadante, futuro ministro de Dilma Rousseff? A impressão que temos é que o sr. Mercadante abriu ou vai abrir o caminho para a continuidade da diplomação negociada, que já existe no Brasil. Quase que diariamente os jornais falam de um "dotô" picareta. Por acaso estou mentindo?

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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TRISTEZA

 

Que vergonha Unicamp dar um título de doutor ao Mercadante que não merece! Neste país, escritor incompetente também se torna imortal... É uma piada triste e de muito mau gosto...

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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Mercadante doutor

 

Uma vergonha!

 

 

Professor dr. Orivaldo Tenorio de Vasconcelos, Mestrado e Doutorado pela USP prof.tenorio@uol.com.br

Monte Alto

 

 

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ANISTIA

 

E com a diplomação da companheira Dilma Vana Rousseff como presidente "desta" República fica legitimada a Lei de Anistia sancionada "naquela" República". Enfim, o Partido dos Trabalhadores (também) aceitou e legitimou a Lei da Anistia!

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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TIRO NO PÉ

 

O problema do atual ministro da Comunicação Social (que eu conheci estudando Economia...) é que ele se acha um "gênio" por ter sido o líder intelectual dos sequestros dos diplomatas que permitiram a libertação de presos políticos. Ledo engano! A grande maioria dos soltos que foram para a liberdade, no exílio, era composta pelos líderes das diversas facções guerrilheiras! E os "buchas de canhão"?Ah, coitados, ficaram no cárcere "recebendo o troco"! Os companheiros dos líderes foram tratados como "massa de manobra", o que, aliás, é uma prática de todo grupo político radical. O sr. Martins não merece ser chamado de "bandido" pelo seu passado. Afinal, guerra é guerra! Mas seu presente é triste. Como pode defender o controle da imprensa?! Até o seu pai, o saudoso senador Mário Martins, se vivo fosse, diria: "Filho, você está dando um tiro no pé!"

 

LUIZ FERNANDO d'ÁVILA lfd_avila@hotmail.com.br

Rio de Janeiro

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Denis Rosenfield x Anvisa

 

O artigo do filosofo Denis Rosenfield "Liberdade e doença" provocou uma rebelião na Agência Reguladora da Vigilância Sanitária - ANVISA, órgão regulador instalado na "ilha da fantasia", com competência para regular, entre outras, a indústria farmacêutica.

A Unidade de Comunicação da agência se manifestou de forma um tanto grosseira, onde a acusação de dois equívocos do colunista (no AURÉLIO equivoco = duvidoso; confuso; dá lugar a suspeita; engano), apresentando, então, a sua verdade: Exigir a receita em duas vias é uma forma de permitir a fiscalização, pois com isso as farmácias terão de informar num sistema eletrônico todas as transações realizadas com medicamentos especiais (SIC). Por força de lei reguladora no registro de medicamentos, os antibióticos e produtos com aplicação especial e todos os injetáveis estão sujeitos a receita médica, além dos controlados (RDC 344) com retenção de receita! Onde está a novidade? Com certeza não está com o repique de 93 substâncias antibióticas publicadas na relação com obrigatoriedade de duas vias de receita! Talvez esteja em que as farmácias podem ter manipulação, ou não, e as drogarias não tem tal autorização. As farmácias, com ou sem manipulação, e drogarias, têm dois tipos de AF - Autorização de Funcionamento - normal e especial para controlados. Para este item de "especial" o controle é enorme e preciso por programa, em meio eletrônico, feito pela ANVISA. O sistema de saúde no país não é uma maravilha. A assistência médica, ambulatorial e hospitalar praticada pelo SUS, nos Estados, Municípios e DF atende a uma população que tem atendida suas necessidades de medicamento, e de graça. Porém o volume de pessoas atendidas cumpre parte das classes D e C. A classe média - que dizem que cresceu uma barbaridade - encosta o umbigo no balcão de revenda, pede conselho a amigos, telefona para um médico amigo, fala com enfermeiros, farmacêuticos, enfim corre atrás de seu prejuízo de saúde num tour de force impressionante. Vê-se no momento que a justiça tem concedido o direito ao cidadão de ter de graça o medicamento estupidamente caro e muitas vezes inexistente no país. Este é o quadro! De outro lado está o pessoal dos planos de saúde (Tb extremamente maltratados com cortes de exames e uma infinidade de doenças pré-existentes) que vão à visita médica de especialidades - nem sempre com o médico que quer - e com certeza de que uma cirurgia em determinado hospital poderá ou não acontecer e até UTI tem limite de dias! A classe abastecida - rica - manda vir: médico, receita e exames em casa; medicamentos que precisar não faltam, mas quando a coisa fica ruim a ponte aérea do mundo para o Hospital das Clinicas em São Paulo entra em ação e nós que pagamos ao Estado ficamos no lamento e adorando a citação do atendimento de excelência que receberam. Pois bem, dentro desta situação o cidadão brasileiro é chamado de hipocondríaco, desconhecedor de seu próprio corpo e que insiste em sobreviver de forma tão espúria. O aparelhamento político nas agencias reguladoras vem provocando situações constrangedoras a vida do brasileiro. Na política não existe coerência nem bom senso, existe somente acordo! Num provável impasse que se dê o butim a ambas as partes e tudo sai muito bem resolvido. Para isso não há necessidade de estudo ou conhecimento, só o quem indicou. A ANVISA já teve melhores momentos e o ideal seria não ter se manifestado em resposta à pessoa que sabe muito bem o que diz. Além de que a pessoa que assina a resposta como chefe da unidade usa o email de outro.

 

Antonio Carlos Corrêa Netto aclcorreanetto@uol.com.br

Embu Guaçu

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