Cármen Lúcia condena João Paulo, Pizzolato e Valério

Ao acompanhar o voto do ministro Joaquim Barbosa, Supremo Tribunal Federal (STF), relator da ação do mensalão, a ministra Cármen Lúcia votou pela condenação do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, de Marcos Valério e dos ex-sócios do publicitário Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. Ela é a sexta integrante da corte a votar no processo.

RICARDO BRITO, Agência Estado

27 Agosto 2012 | 19h54

O ex-ministro Luiz Gushiken também se tornou o primeiro réu a ser absolvido no processo, com seis votos. Antes do julgamento final, o Ministério Público já havia pedido para livrar Gushiken do processo por falta de provas. O julgamento será retomado na quarta-feira com o voto do ministro Cezar Peluso.

Com o voto de Cármen, formou-se uma maioria para condenar os quatro réus, embora os ministros que já votaram possam voltar atrás antes da divulgação do resultado final. Pizzolato já tem contra ele seis votos para ser punido pelos crimes de corrupção passiva e peculato no caso do contrato de publicidade entre o Banco do Brasil e a DNA Propaganda, do grupo de Marcos Valério. O ex-diretor do BB só não foi também condenado por lavagem de dinheiro porque a ministra Rosa Weber, primeira a votar nesta segunda, não quis se pronunciar sobre esse crime.

Valério e seus dois ex-sócios também já receberam mais de seis dos 11 votos do plenário para condená-los por corrupção ativa e peculato. Eles são acusados pelo Ministério Público de pagar propina de R$ 326 mil a Pizzolato para serem favorecidos com o pagamento milionário de recursos do fundo Visanet, ligados ao Banco do Brasil.

Petista

Ainda na sessão desta segunda, Cármen Lúcia deu o quarto voto a favor da condenação do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) pelos crimes de corrupção passiva e peculato. Ele é acusado de ter recebido propina de R$ 50 mil, por meio da mulher, Márcia Regina, para favorecer outra empresa do grupo de Valério, a SMP&B, no contrato de propaganda institucional da Câmara dos Deputados, presidido à época por ele.

João Paulo recebeu dois votos pela absolvição: do ministro revisor Ricardo Lewandowski e, nesta tarde, do ministro Dias Toffoli. Marcos Valério e seus dois ex-sócios também têm contra si o mesmo placar de votos que João Paulo, só que para crimes diferentes: corrupção ativa e peculato.

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