Cardozo: Dilma negou já ter escolhido nome para Saúde

Coordenador do governo de transição, o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) confirmou hoje a declaração da presidente eleita, Dilma Rousseff, de que ainda não escolheu o futuro ministro da Saúde. Cardozo falou aos jornalistas no final do seminário sobre saúde, convocado pela equipe de transição e realizado hoje no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

01 Dezembro 2010 | 18h37

Na segunda-feira, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou que seu secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, seria o novo ministro da Saúde. Porém, Dilma afirmou aos especialistas da área que participaram do evento (fechado à imprensa) que o nome para a pasta continua indefinido.

Dilma deixou o CCBB sem falar com os jornalistas, mas delegou a palavra a Cardozo. Segundo ele, a presidente eleita esclareceu aos presentes que escolherá o futuro titular da pasta a partir de critérios como "capacitação extrema para o desempenho da função".

Ela indicou o atual ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o ex-ministro Adib Jatene, que participaram do evento como expositores, como paradigmas para a definição do novo ministro.

Ainda segundo Cardozo, a presidente eleita explicou que fará a escolha com base em um rol de nomes que lhe estão sendo encaminhados - incluído nesta relação o nome de Côrtes. O petista acrescentou que Dilma busca um nome para o ministério com perfil "inovador e transformador".

PMDB

Cardozo rebateu a declaração do presidente do PMDB e vice-presidente eleito, Michel Temer, de que os ministérios da Saúde e da Defesa seriam da "cota pessoal" de Dilma. "Todos os ministros são da cota pessoal da presidente eleita", afirmou. Ele explicou que ela aceitará indicações, mas enfatizou que "a decisão final" sobre cada titular será dela.

Ainda durante o seminário, Dilma apontou como principais problemas da área de saúde "o subfinanciamento e a subgestão". Segundo Cardozo, ela afirmou que dará prioridade ao aprimoramento da gestão do setor e, num segundo momento, avaliará as fontes de financiamento.

Imposto para saúde

Ainda segundo Cardozo, Dilma afirmou que a solução para o financiamento do setor não passa, necessariamente, "pela criação ou elevação de tributos". Conforme o petista, ela não mencionou a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) durante o evento. Porém, secretários estaduais de saúde presentes defendem a recriação do tributo.

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