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Candidatos aproveitam caso e retomam crítica à Petrobrás

BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2014 | 02h 03

Aécio e Campos dizem que denúncia é grave e voltam a apontar governo como responsável por irregularidades na estatal

Divulgação
Em Porto Alegre, o candidato do PSDB, Aécio Neves, disse que as denúncias "são de extrema gravidade, que envolvem senadores, servidores da Petrobrás e da Presidência"

Os dois principais candidatos de oposição à presidente Dilma Rousseff aproveitaram a divulgação do vídeo que indica a combinação de perguntas na CPI da Petrobrás no Senado para retomar as críticas sobre a gestão da estatal no governo da petista. Os ataques haviam perdido força após decisão do Tribunal de Contas União isentar Dilma de responsabilidade na compra da refinaria de Pasadena (EUA).

Em Porto Alegre, o candidato do PSDB, Aécio Neves, disse que as denúncias "são de extrema gravidade, que envolvem senadores, servidores da Petrobrás e da Presidência". "Se isso ocorreu é um enorme desrespeito", afirmou. O coordenador jurídico da campanha tucana, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), declarou em nota que o partido apresentará amanhã ao Ministério Público, ao Conselho de Ética do Senado e aos departamentos disciplinares do Ministério das Relações Institucionais e da Petrobrás representações para a "responsabilização daqueles que estão envolvidos nessa farsa".

"Assistimos atônitos ao governo da presidente Dilma fazendo uso de um dos mais importantes mecanismos de combate à corrupção no Brasil, as CPIs, para tentar encobrir e esconder da nação brasileira as irregularidades no governo e os prejuízos e atrasos causados ao País e aos brasileiros nos últimos onze anos e meio", diz o texto. O partido vai também pedir mudanças da Mesa Diretora da CPI.

Em campanha em Brotas, no interior de São Paulo, o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) também tratou do assunto. "Pode fazer o media training que for, mas os resultados da Petrobrás estão lá. A Petrobrás perdeu metade do valor que tinha, está quatro vezes mais endividada, as encomendas sempre ficando para depois", disse.

Em seguida, Campos afirmou que a má gestão na Petrobrás provoca desemprego. "Vim agora de Rio Grande (RS), onde o estaleiro mandou para fora 12 mil pessoas porque atrasaram a encomenda para a Petrobrás", disse o candidato. "Se (a estatal) estivesse sendo bem governada e bem dirigida será que estariam agora desempregadas? Então como é que um marketing, um treinamento, vai resolver isso?" / ERICH DECAT e LUCAS AZEVEDO, ESPECIAL PARA O ESTADO

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