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Campos se diz 'preocupado' com a Petrobrás

ANGELA LACERDA - Agência Estado

21 Março 2014 | 18h 09

Governador de Pernambuco e pré-candidato á Presidência lembra que em três anos estatal brasileira multiplicou sua dívida por quatro, diminuiu o valor pela metade e vendeu um patrimônio

RECIFE - O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência da República, disse nesta sexta-feira, 21, estar 'muito preocupado' com a polêmica em torno da compra da usina de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobrás.

"Uma empresa cinquentenária, uma das maiores petroleiras do mundo, a Petrobrás em três anos multiplicou a dívida por quatro, diminuiu o valor pela metade, vendeu um bocado de patrimônio e agora é questionada em operação como essa", observou. "Isso não me deixa feliz nem um minuto", disse.

Nesta sexta, Campos visitou obras de ampliação do sistema de abastecimento d´água do município de Petrolina, no sertão Pernambucano.

Questionado sobre a última pesquisa Ibope, divulgada nesta quinta pelo Estado, que o mantém com os mesmos 7% da preferência do eleitorado, Campos disse estar "completamente tranquilo". "Sei no que vai dar nossa luta, sei o que a gente vai enfrentar até o dia da eleição, mas também sei que nós vamos vencer as eleições", afirmou.

Para Campos, o fundamental na pesquisa, no momento, não é perguntar o nome, porque quem é mais conhecido leva vantagem. "A pergunta que ninguém vai lá ver é se quer continuar ou se quer mudança", avaliou, ao comparar com a eleição de 2010, quando o candidato tucano José Serra aparecia na dianteira, no período pré-campanha, com 40% das intenções de voto, semelhante à preferência, hoje, da presidente Dilma - que tem 43%.

Naquela época, frisou ele, 77% queriam a continuidade do governo do presidente Lula. "Quem lesse a pesquisa por dentro perceberia que Serra não ia lograr êxito", observou. "Coincidentemente, quatro anos depois, a esta altura, a pesquisa do Ibope diz que 67% da população quer mudança".

"Essa é a pergunta, essa é a pegada, isso é o que vai dar nessa eleição, mudança", afirmou ele. "O Brasil quer ter esperança de dias melhores, ver o otimismo vencer o desânimo que está se abatendo sobre o País, o Brasil quer preservar as conquistas produzidas no tempo dos ex-presidentes Lula, FHC e Itamar e quer ir além".

Críticas. O presidenciável voltou, então a criticar a presidente Dilma, cujo governo, segundo ele, não conseguiu melhorar o País e avaliou que as forças progressistas e de esquerda foram sendo deixadas de lado no seu governo, que passou a ter "o fisiologismo como centro". Ele disse ter chegado a falar pessoalmente com a presidente Dilma sobre a necessidade de mais diálogo.

"O pacto na rua que a sociedade quer não é esta aliança que está aqui, tem que arejar, renovar", alertou. De acordo com seu relato, o distanciamento político com o governo federal foi se instalando, mas mesmo assim o PSB teria se mantido solidário no período das manifestações populares de junho do ano passado. "Quando se voltou a uma certa normalidade, o PSB entregou todos os cargos".