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Campos promete entregar 4 milhões de imóveis do Minha Casa Minha Vida

Daiene Cardoso - enviada especial da Agência Estado

23 Maio 2014 | 11h 34

Pré-candidato do PSB à Presidência afirmou que programa da grife das gestões do PT "veio para ficar" e deveria ser "política de Estado, não de governo"

GOIÂNIA - Pré-candidato do PSB à Presidência da República, o ex-governador Eduardo Campos (PE) defendeu nesta sexta-feira, 23, a manutenção do programa Minha Casa, Minha Vida e prometeu, se eleito, construir 4 milhões de unidades em quatro anos.

"Foi um programa criado que veio para ficar, mas como política de Estado e não de governo", afirmou durante Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado em Goiânia.

Campos afirmou que nos últimos seis anos foram construídas 3 milhões de moradias e prometeu manter o subsídio ao programa que, para ele, foi "acertado". "Precisamos manter, ampliar e aprimorar o programa além do horizonte dos governos", disse.

Ele também elogiou a junção de antigos programas sociais do governo Fernando Henrique Cardoso, no Bolsa Família do governo Luiz Inácio Lula da Silva e disse que essas conquistas podem ser aperfeiçoadas, fortalecidas, e não podem servir de embate eleitoral. "Temos de corrigir o que deu errado e não o que deu certo", afirmou.

Em um recado ao que classifica de "velhas raposas" da política brasileira, ele criticou o fato das agências reguladoras terem virado alvo político. Campos defendeu a seleção dos futuros diretores por comitê de busca de profissionais de mercado. "É fundamental que as agências reguladoras tenham todos os seus diretores por esse mecanismo. Quem quiser ser diretor, será examinado por uma banca", declarou a uma plateia de empresários. "Só isso é um recado para a política brasileira", disse.

Com críticas à política econômica, o presidenciável destacou a falta de investimento em infraestrutura e disse que o setor da construção civil "pagou um preço altíssimo". "Alavancar os investimentos públicos e privados é a tarefa mais importante dos próximos anos", afirmou.

O pré-candidato atacou a burocracia, que se tornou "campo fértil para a corrupção" e disse que é preciso simplificar o Estado. "Simplificar o Brasil é fundamental", destacou.

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