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Campos prega menos ministérios e fim do fisiologismo

DAIENE CARDOSO E ERICH DECAT - Agência Estado

14 Abril 2014 | 20h 21

O pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, disse nesta segunda-feira, 14, que se for eleito reduzirá em pelo menos a metade os atuais 39 ministérios do governo Dilma Rousseff. Atacando o fisiologismo e o "patrimonialismo", Campos pregou um pacto em torno de um programa de governo e disse que colocará fim à distribuição de cargos. "Quem nos apoiar não vai achando que terá um ministério para chamar de seu", avisou o pessebista, após evento de lançamento de sua pré-candidatura.

Ao lado de sua vice de chapa, a ex-senadora Marina Silva, Campos disse que o Estado não suporta mais o atual modelo, que está "caduco e vencido". O pré-candidato criticou a forma como os partidos políticos se apoderam dos ministérios e tratam as pastas como "propriedade privada". "Chegou a hora de pegar o fisiologismo e mandar para a oposição. Lá, eles não sobreviverão", concluiu.

Questionado se não havia promovido uma distribuição de cargos a aliados no governo de Pernambuco, o ex-governador disse que a participação de partidos em sua gestão se deu em torno de um programa. "Não é o que está acontecendo no governo que está aí", rebateu.

Campos desconversou sobre a possibilidade de desistir da candidatura caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre na disputa presidencial. "A nossa vida nós resolvemos e seguimos em frente. A vida do governo, eles resolvem no tempo e na forma que eles puderam resolver", disse. Para Campos, hoje o País caminha de forma diferente do ritmo imposto pelo governo Lula. "Há diferenças que são percebidas pela sociedade brasileira", comentou.

O pré-candidato do PSB disse que seu partido e a Rede Sustentabilidade, de Marina, seguirão negociando a formação dos palanques estaduais até junho, prazo final para definição das candidaturas locais. Ele afirmou que em pelo menos 15 Estados há acordo, mas disse encarar com naturalidade a possibilidade de não haver consenso sobre todos os palanques regionais. "Alguns terão caminho comum, outros não", admitiu.