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Campos nega assédio para filiar Joaquim Barbosa ao PSB

Angela Lacerda - O Estado de S. Paulo

19 Fevereiro 2014 | 12h 33

Governador e presidente da sigla, porém, considera ‘natural’ que Eliana Calmon fale sobre eventual candidatura do presidente do STF nessas eleições

RECIFE - O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse na manhã desta quarta-feira, 19, que não teve contato com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, visando ao seu ingresso no PSB. O plano do presidente da sigla, e provável candidato à presidência, seria oferecer a Barbosa a vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro.

"Não vou discutir sobre hipóteses. O ministro preside a Suprema Corte do Brasil, não pode ter filiação partidária. Então não cabe a um governador de Estado se dirigir pela imprensa ao presidente da Suprema Corte tratando de questão política", afirmou Campos, em entrevista, depois de fazer palestra de abertura do Seminário Internacional de Gestão Pública, em um hotel na zona sul do Recife.

"Não tive nenhum contato com o ministro Joaquim Barbosa sobre questão política ou sobre filiação partidária", reiterou. Ele acrescentou não ter "tomado iniciativa de solicitar a qualquer pessoa para fazer esse contato", negando que tivesse pedido à ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon para sondar o presidente do STF sobre a filiação. A ex-ministra se filiou ao PSB e deverá ser candidata ao Senado na Bahia.

No entanto, Campos considerou "natural que uma ministra do STJ que fez a opção, ao se aposentar, de entrar na luta política para ajudar a melhorar a política, que ela, ao se encontrar com antigos colegas do Judiciário, possa falar sobre isso". Na semana passada, Barbosa descartou a intenção de se candidatar à presidência nas eleições deste no.

Sucessão estadual. O governador disse estar confiante na vitória do seu candidato à sua sucessão, mas nada adiantou sobre o escolhido. "Não discuti nome com ninguém. Falei com quase todos os partidos, e estou confiante. Vamos ter uma ampla aliança que vai ser feita em torno de ideias e programas e não de um nome", observou.

Ele afirmou que a decisão só deverá ser anunciada na próxima semana. Sobre sua preferência sobre um candidato de perfil técnico ou político, observou que o mundo não está dividido entre técnico e político. "É importante alguém que tenha o conjunto das ideias e tenha consciência de que esse processo que estamos vivendo com total tranquilidade é um processo de muita responsabilidade", disse. "Discutimos a possibilidade de o Estado continuar mudando, ter mais geração de emprego e qualidade de vida e a minha preocupação é a aliança ter o compromisso com a sociedade, o que fazer para Pernambuco seguir melhorando".

Entre os nomes especulados estão o ex-ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, o vice-governador João Lyra, os secretários de Estado Tadeu Alencar, Paulo Câmara e Danilo Cabral, além do ex-deputado federal Maurício Rands.