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Campos diz que regular mídia 'não é prioridade'

Isadora Peron - O Estado de S. Paulo

27 Maio 2014 | 13h 09

Pré-candidato do PSB diverge de programa petista, na qual partido também defende revisão da Anista em eventual segundo mandato de Dilma

O pré-candidato à Presidência do PSB,  Eduardo Campos, afirmou nesta terça-feira, 27, que a regulação da mídia, defendida por setores do PT, não fará parte do programa de governo do PSB. "Não é prioridade", disse.

Na segunda-feira, o PT divulgou um documento com as diretrizes para o programa de governo de um eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Além de defender a regulação dos meios de comunicação, incluiu a revisão da Lei da Anistia entre as suas propostas.

Segundo o pré-candidato do PSB, "quem regula a imprensa é o leitor". "Se eu não gosto de um determinado veículo, passo para outro, que fale mais aos meus valores. Eu acho que numa democracia a gente deve ter a mais ampla liberdade de expressão", disse.

A regulação dos veículos de imprensa proposta pelo PT não menciona controle de conteúdo, mas faz uma defesa do "combate aos monopólios" no setor.

Anistia.  Ao comentar a decisão da Justiça Federal do Rio de aceitar denúncia do Ministério Público contra cinco militares reformados acusados pela tortura e morte do ex-deputado federal Rubens Paiva, desaparecido em janeiro de 1971, Campos afirmou não ser favorável à revisão da Lei da Anistia.

"É importante agora não ter uma visão de revanche e falo à vontade porque minha família foi vítima (da ditadura). A Anistia foi ampla geral e irrestrita, para todos", disse o presidenciável.