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Campos diz que baixo crescimento do PIB é 'lamentável'

30 Maio 2014 | 15h 32

O pré-candidato do PSB à Presidência tem sido um crítico contumaz da política econômica do governo Dilma

O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência do PSB, Eduardo Campos, classificou como "lamentável" o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado nesta sexta-feira, 30. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia do País desacelerou neste primeiro trimestre de 2014.

"O Brasil continua no caminho que a gente não queria ver. Um caminho de baixo crescimento, com inflação e juros altos. Até dezembro, do jeito que vai, nós vamos ter um governo que submeteu o Brasil ao mais baixo crescimento da história republicana. É lamentável", afirmou após dar uma entrevista coletiva a veículos da região metropolitana de São Paulo, em Osasco.

O PIB do primeiro trimestre cresceu apenas 0,2%. No último período de 2013, a alta havia sido de 0,4%. Internamente, o governo já admite que o PIB deve crescer menos que o esperado este ano e que o avanço de 2,7% do PIB, em 2011, terminará sendo o maior do governo Dilma Rousseff. Tanto Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) quanto Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) conseguiram avanços mais expressivos mesmo em seus primeiros mandatos.

Diante desses resultados, o pré-candidato do PSB tem sido um contumaz crítico da política econômica adotada por Dilma. Nesta sexta, voltou a afirmar que a reeleição da presidente vai colocar em risco os avanços conquistados até agora.

"Muitos já estão descendo os degraus que subiram em função desse momento da macroeconomia", afirmou.

Campos também chamou novamente os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL) de "velhas raposas" e afirmou que ele e a ex-ministra Marina Silva, sua pré-candidata a vice, são a opção para a renovação política.

"O resto é passado versus passado", disse em referência a polarização entre PT e PSDB. "Nós somos a opção para aposentar as velhas raposas. A sétima economia do mundo não pode estar condenada a ser governada por Sarneys e Collors."

Pernambuco. Questionado por um repórter do jornal Página Zero, da cidade de Carapicuíba, sobre como iria usar os baixos resultados nos indicadores sociais em Pernambuco como vitrine na campanha à Presidência, Campos se exaltou e defendeu a sua gestão. Ele ficou à frente do governo por 7 anos e três meses.

"Quem vive lá, ao contrário de você, sabe que a vida melhorou", disse. Segundo Campos, ele não teria sido reeleito em 2010 com quase 83% dos votos no primeiro turno se a população pernambucana não aprovasse o seu governo.