1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Campos culpa assessoria por ter retirado foto do Facebook

ANA FERNANDES E ISADORA PERON - Agência Estado

15 Maio 2014 | 19h 18

SÃO PAULO - O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), responsabilizou nesta quinta-feira, 15, a sua assessoria pela decisão de postar e, minutos depois, retirar do Facebook uma foto em que aparece com a família em um jatinho viajando para São Paulo. "A assessoria mandou aquela foto para ser publicada nas redes, e ela mesmo, quando viu que não era o caso,  tirou", disse o ex-governador após participar de uma reunião na sede do Twitter, em São Paulo.

Assim que a foto caiu na rede, Campos começou a ser criticado por internautas que o acusaram de não estar presente em Pernambuco em um momento crítico por causa da greve da Polícia Militar. Em meio à onda de violência, o comércio fechou as portas no Recife nesta quinta. Tropas do exército foram deslocadas para reforçar a segurança no Estado.

Segundo Campos, a foto, em que aparece ao lado da sua mulher, Renata, e o seu filho Miguel, era de caráter pessoal e foi tirada com a intenção de ser enviada aos seus outros filhos que permanecem m Pernambuco. O pré-candidato evitou responder diretamente se a atitude da assessoria foi um erro, mas afirmou que se tivesse sido consultado teria mantido a foto no Facebook. Ele, no entanto, disse que sequer teria postado a imagem.

O ex-governador repetiu ainda a mensagem de "preocupação" com a situação de Pernambuco e disse estar acompanhando as ações do atual governador João Lyra (PSB). Mais cedo, havia se pronunciado sobre o assunto através de uma nota. No texto, ele defendeu as ações do seu governo na área da segurança. Afirmou, por exemplo, que o programa Pacto pela Vida, considerado uma das marcas da sua gestão, conseguiu reduzir os índices de violência por sete anos consecutivos.

Questionado sobre o que havia faltado fazer no Estado que governou por dois mandatos, o pré-candidato minimizou op roblema. "Esse tipo de movimento já aconteceu em vários Estados do Brasil", disse, citando como exemplo o caso da Bahia, que é governado pelo petista Jaques Wagner. Ele afirmou esperar que, com diálogo, Pernambuco volte ao "caminho de respeito à lei e de respeito à paz". "Acho que isso está sendo buscado pelo Poder Executivo, pelo Legislativo, pelo próprio Poder Judiciário e pelo governo federal."