Rodrigo Félix
Rodrigo Félix

Cabral é transferido para Curitiba

Ex-governador, que está preso desde o último dia 17, teve transferência pedida à 7ª Vara Criminal Federal

Constança Rezende, O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2016 | 10h32

RIO - O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) chegou na tarde deste sábado, 10, a Curitiba. Ele foi levado ao Instituto Médico Legal para fazer exame de corpo de delito antes de seguir para a carceragem da Polícia Federal, onde estão presos outros alvos da Operação Lava Jato, como Antônio Palocci, Marcelo Odebrecht e Eduardo Cunha.

Ele saiu às 10h10 do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste, em um comboio de três carros descaracterizados da Polícia Federal, em direção ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador. Imagens aéreas do helicóptero da TV Globo mostraram Cabral se despedindo do filho Marco Antônio Cabral, deputado federal pelo PMDB e secretário estadual de Esportes, e mais dois homens. Eles carregavam alguns pertences do ex-governador e o abraçavam.

Quando os carros da PF passaram no portão de saída do complexo, alguns manifestantes protestaram contra o ex-governador, que é acusado de cobrar propina de obras públicas e suspeito de lavar dinheiro com compra de centenas de joias em grifes de luxo.

A transferência de Cabral para Curitiba foi decidida porque ele estaria recebendo visitas irregulares na Cadeia Pública Pedrolino de Oliveira, conhecida como Bangu-8. A medida foi pedida à 7ª Vara Criminal Federal pelo promotor André Guilherme Freitas, da Promotoria de Justiça de Execuções Penais.

No ofício ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, o promotor informa que o ex-governador está recebendo visitas de forma “irregular e ilegal”. "O referido réu está recebendo visitas de familiares e pessoas amigas em desconformidade com resolução que limita a um único credenciamento de pessoa amiga", informa o documento, segundo a GloboNews.

Desde que foi preso, em 17 de novembro, Cabral recebeu a visita dos deputados Cidinha Campos (PDT), Paulo Melo (PMDB) e Jorge Picciani (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo também visitou o marido, antes de ela mesma ser presa, na última terça-feira, 6. Como o documento de acesso ao sistema penitenciário não estava pronto, ela obteve  autorização especial para ver Cabral.

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