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Eleições 2014

Cabral desiste de disputar vaga ao Senado

José Roberto Castro - Agência Estado

23 Junho 2014 | 09h 41

Decisão do ex-governador do Rio, anunciada nesta segunda, já era esperada e faz parte de estratégias do PMDB para fortalecer aliança com DEM no Estado

Atualizado às 11h33

São Paulo - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) cumpriu o que era esperado desde domingo e anunciou oficialmente, na manhã desta segunda-feira, 23, que não disputará uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Cabral justificou a decisão dizendo que a aliança que o PMDB forma no Rio visa "garantir as conquistas sociais e econômicas" promovidas pelo seu governo nos últimos dois mandatos.

"Estamos concluindo a formação de uma aliança que tem por objetivo garantir as conquistas sociais e econômicas que o meu governo promoveu nos últimos 7 anos e 6 meses e que tem na candidatura do governador (Luiz Fernando) Pezão a segurança de sua continuidade e as condições para trazer mais avanços à vida da população", anunciou Cabral em sua conta no Twitter.

A desistência de Cabral faz parte de uma movimentação que traz o DEM de César Maia, provável candidato ao Senado, para a chapa de Luiz Fernando Pezão (PMDB) no Rio. A aliança foi arquitetada pelo presidente nacional do PSDB e candidato à Presidência, Aécio Neves, dois dias depois de o PT fluminense ter atraído o PSB para a chapa de Lindbergh Farias (PT).

Caso se confirme a chapa com Pezão como candidato ao governo e César Maia disputando o Senado, a coligação vai dividida para a eleição presidencial. Apesar da oposição de grande parte do PDMB-RJ, Pezão já declarou apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, enquanto César Maia pedirá voto para Aécio.

Nesta manhã, Cesar Maia elogiou Pezão e falou sobre a aliança. Segundo ele, a união entre PT e PSB contribuiu para sua decisão. "Ele nunca foi obstáculo. (...) Não demorei mais de 15 segundos para aceitar (o convite para a aliança)", afirmou, em discurso nesta segunda-feira. 

A divisão ocorre também na chapa petista, onde Lindbergh está com Dilma e o candidato ao Senado, Romário (PSB), apoiará seu correligionário Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência.

As alianças no Rio têm causado descontentamento nos partidos. Na sexta-feira, depois de o PSB anunciar que iria se coligar com o PT, o deputado Alfredo Sirkis (PSB) chamou a coligação de "suruba". Nesse domingo foi a vez do prefeito Eduardo Paes (PMDB) classificar a aliança de seu partido com o DEM como "bacanal eleitoral".

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