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Busca de corpos das vítimas de acidente deve recomeçar nesta sexta

Bruno Ribeiro e Diego Zanchetta - O Estado de S. Paulo

14 Agosto 2014 | 22h 50

Corpo de Bombeiros passou o dia à procura de fragmentos e objetos pessoais dos sete ocupantes da aeronave

SANTOS - Com a área onde caiu o Cessna que levava Eduardo Campos dividida em quadrantes, o Corpo de Bombeiros passou o dia à procura de corpos e objetos pessoais dos sete ocupantes da aeronave. O trabalho se encerrou às 19h - 33 horas depois do acidente. Nesta sexta, entretanto, assim que clarear, é possível que os trabalhos sejam retomados para novas tarefas.

Os bombeiros escavaram os escombros dos 15 imóveis atingidos pelo avião, para verificar se havia, sob a terra, sinais de corpos das vítimas. Na madrugada desta quinta e nas primeiras horas da manhã isso foi feito com uma retroescavadeira. Depois, os bombeiros recorreram a pás e, em alguns casos, às próprias mãos. Eles ajudaram ainda os peritos da Força Aérea e da Polícia Federal a retirar material de qualquer tipo que possa ajudar a esclarecer as causas da tragédia. 

José Patrício/Estadão
Local da queda, no Bairro do Boqueirão, é periciado

No centro da área investigada há uma cratera de seis metros de diâmetro por quatro de profundidade - que indica, segundo os bombeiros, o lugar onde bateu o bico da aeronave. “Encontramos uma carteira muito perto dali. Os peritos que a analisaram disseram que os documentos eram de Eduardo Campos”, informou o capitão Marcos Palumbo, porta-voz da corporação. 

Dos 45 bombeiros inicialmente destacados para o resgate, apenas 20 atuavam na noite desta quinta. A previsão é de que no início da manhã desta sexta eles se resumam a apenas quatro.

Bambuzal. “Depois da última varredura que fizemos, concentramos nosso trabalho em retirar manualmente cada unidade de um bambuzal que fica em um dos terrenos. É um trabalho delicado. Depois, fazemos uma escavação controlada por camadas, e só então avançamos”, explicou Palumbo. Grande parte da varredura se concentrou nessa área, localizada no meio do quarteirão. Ela absorveu o maior impacto da queda. Foi onde a caixa-preta e pedaços do avião foram localizados. “Estamos retirando o bambuzal por camadas. O trabalho de escavação é delicado”, disse Marcos Palumbo.

Pelo menos cinco ambulâncias seguiram de Santos para a capital, ao longo do dia, com partes dos corpos das vítimas. O comandante da operação, Roberto Lagos, afirmou que elas estavam espalhadas por uma área de 130 metros. As equipes chegaram a fazer três varreduras para verificar se havia como encerrar os trabalhos - à 1h, às 6h e ao meio-dia. Em todas elas, a descoberta de novas partes dos corpos das vítimas levou os bombeiros a reiniciar os trabalhos. 

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