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Brasília protesta sem confrontos e com bonecos de petistas

- Atualizado: 14 Março 2016 | 00h 23

Simpatizantes do PT acataram sugestão do governo e não foram ao entorno da Esplanada dos Ministérios

BRASÍLIA - O ato contra o governo Dilma Rousseff na manhã de domingo, em Brasília, foi marcado por uma boa presença de manifestantes e o isolamento, pela multidão, de políticos extremistas de direita e pastores evangélicos. Militantes do PT e simpatizantes da presidente aceitaram uma recomendação da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal para não comparecerem ao entorno da Esplanada dos Ministérios, local de concentração do protesto, e não houve confrontos.

Embora o gramado em frente ao Congresso Nacional não tenha sido completamente tomado pela manifestação, a Polícia Militar do Distrito Federal estimou a presença de 100 mil pessoas no auge do protesto, por volta do meio-dia. Apesar das impressões de policiais e de outros agentes públicos sobre o número maior de pessoas ontem em relação a eventos políticos de 2013 e 2015, a PM, no entanto, ponderou, que tem feito alterações nessa contagem.

Desta vez, a instituição contou com drones e novo programas de computador. “Na prática, temos agora oficiais treinados que utilizam um programa de computador para calcular a quantidade de manifestantes a partir de imagens do helicóptero e de dois drones”, explicou o coronel Frederico Santiago.

Manifestantes protestam contra o governo Dilma em Brasília
Dida Sampaio/Estadao
Ato em Brasília

De acordo com a Polícia Militar, Brasília já reúne 100 mil pessoas em ato contra a corrupção e a favor do impeachment da presidente Dilma

Por volta de 8 horas, o público começou a chegar à Esplanada dos Ministérios, via que liga a rodoviária da cidade ao Congresso Nacional. Durante a manhã, o metrô de Brasília operou com número reduzido de composições, como é praxe nos finais de semana.

O metrô faz o transporte de passageiros do centro da capital à mancha de cidades de baixa renda na área sul do Distrito Federal. Ao mesmo tempo, houve grande fluxo de carros particulares nas vias paralelas à Esplanada, estacionados em áreas proibidas. A maior parte do público no protesto pode ter vindo de bairros de classe média e média alta.

O ato de domingo foi maior que o protesto de 15 de março do ano passado, quando a polícia estimou a presença de 45 mil pessoas, e o protesto de 20 de junho de 2013, na jornada das manifestações de rua do final do primeiro mandato de Dilma, estimado em 35 mil pessoas.

Ao contrário das manifestações populares dos anos anteriores, a PM não registrou incidentes no protesto.

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