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Brasil não aguenta mais quatro anos de Dilma, diz Campos

Ângela Lacerda - O Estado de S. Paulo

10 Março 2014 | 13h 17

Ao criticar política econômica atual, governador pernambucano e provável candidato à Presidência, pela primeira vez, ataca a presidente nominalmente

RECIFE - "Não dá para ter mais quatro anos da Dilma (Rousseff), o Brasil não aguenta". A afirmação foi feita pelo governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), no sábado, 8, no município de Nazaré da Mata, na zona da mata pernambucana, quando acusou a presidente de travar o crescimento econômico do Brasil. Foi a primeira vez em que ele citou nominalmente a presidente Dilma Rousseff, em meio aos constantes ataques tem feito ao governo federal. Nesta segunda-feira, 10, em São Paulo, Campos voltou a criticar a política econômica atual e que Dilma não pode "fugir" do debate sobre o desenvolvimento do País.

"A presidenta não soube tocar o Brasil do jeito que precisava ser tocado", afirmou, durante encontro político promovido pelo PSB e noticiado pelo blog Giro Mata Norte. "Com respeito ao povo organizado, com respeito ao diálogo democrático, com a capacidade de ouvir e somar forças, ter a paciência que o líder tem que ter e a sabedoria de aprender com o povo".

"Quem acha que sabe tudo não sabe de nada", continuou, ao reiterar que o Brasil "parou de crescer como estava crescendo".

As declarações foram feitas no evento em que apresentou o seu candidato à sucessão estadual, o secretário da fazenda, Paulo Câmara, ao lado dos candidatos da chapa majoritária - o deputado federal Raul Henry (PMDB), candidato a vice, e o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB) que concorrerá ao Senado.

A administração do ex-presidente Lula foi elogiada, dentro da estratégia de reverenciar o governo do petista e responsabilizar a presidente Dilma de não dar continuidade ao que foi realizado pelo seu padrinho político. "O povo elegeu um retirante que saiu daqui (Pernambuco) tangido pela seca e pela fome e se transformou numa grande liderança sindical da área industrializada do Brasil, que chegou à Presidência da República depois de esgotado politicamente o modelo que estava em vigor, e teve a sabedoria, a inteligência, a capacidade de ouvir, a humildade de construir com diálogo um tempo de mudança no Brasil. Um tempo de mudança que fez o Brasil voltar a crescer como não crescia".

Eduardo Campos também criticou as alianças políticas da presidente dizendo que Brasília está cheia de "raposas felpudas", "negociando ministérios como se negocia penca de banana".

Ao falar em pesquisas de opinião pública, ressaltou que os seus candidatos possuem 77% de apoio no Estado e, em relação à sua disputa pela Presidência, lembrou que em 2006 aparecia com 4% quando disputou o primeiro mandato no governo estadual. "E ganhei a eleição".

"Hoje, temos na pesquisa 12%, enquanto 35 % no Brasil me conhece". Destacou ainda que "eles" (referindo-se ao governo federal) conhecem a sua natureza: sabem que ele "não corre de luta nenhuma, e sabe que vamos construir uma vitória bonita".