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Brasil e Suécia discutem empréstimo de caças Gripen

RICARDO BONFIM, ESPECIAL PARA A AE - Agência Estado

04 Abril 2014 | 21h 57

Brasil e Suécia discutiram na quinta-feira, 3, o possível empréstimo de 10 caças Gripen C/D, da empresa Saab, para garantir a segurança do espaço aéreo nacional enquanto os 36 Gripen NG, escolhidos pelo governo em 2013, não forem entregues pela empresa sueca. O Ministério da Defesa afirmou que a negociação de empréstimo está em estágio avançado e pode ser finalizada até maio, segundo a Agência Brasil.

As previsões mais otimistas são de que os Gripen NG cheguem ao Brasil em 2018 - depois de megaeventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada. Os aviões substituirão os caças Mirage F-2000, fabricados na França na década de 1980 e comprados usados pelo governo brasileiro em 2006.

O último Mirage foi aposentado em dezembro e hoje faz parte do Museu Aeroespacial do Rio de Janeiro (Musal). Conforme a Agência Brasil, o acordo de empréstimo também envolve o treinamento de pilotos e equipes de solo, além de apoio logístico da Suécia. Atualmente, a Força Aérea Brasileira (FAB) tem usado apenas os modelos A-1 e F-5, modernizados pela Embraer, para fazer a varredura dos céus.

Acordos bilaterais

O Brasil ainda assinou na quinta-feira dois acordos com a Suécia considerados "indispensáveis" pelo governo na condução das negociações, segundo a FAB. O primeiro permite que, além da negociação dos caças, os dois países possam fazer outros acordos na área militar, e o segundo asseguraria a proteção de informações sigilosas trocadas não só no processo da compra dos Gripen, como de quaisquer outras iniciativas firmadas entre os dois lados.

Os dois acordos foram assinados pelos ministros da Defesa, Celso Amorim, e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, José Elito Siqueira, na sede da Academia Militar Sueca, em Estocolmo. Amorim reiterou as condicionantes que fizeram a presidente Dilma Rousseff preferir os suecos aos caças Boeing norte-americanos e aos Rafale da França, como a de que a Suécia ofereça transferência tecnológica e acesso aos códigos-fonte das aeronaves.