Bolsonaro defende comércio de pistola .50 para evitar condenação de policiais

Deputado diz que, com instrumento, corporação pode evitar sanção por dar mais de dois tiros em 'inimigo'

O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2017 | 11h41

Três dias após defender a liberação do porte de arma para toda a população, em Belém, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) postou um vídeo em rede social no qual torce para que uma pistola modelo .50AE seja comercializada no Brasil. “Para nós evitarmos o policial civil, militar, um PRF, ao abater um inimigo, que estava atirando nele, e ser condenado por excesso, por ter dado mais de dois tiros, quem sabe no futuro a gente possa botar essa arma para ser usada no Brasil? Dei um tiro só. Um saco de cimento no peito do bandido”, afirma o parlamentar, em um cabine de tiros, nos Estados Unidos.

Pré-candidato à Presidência da República, o parlamentar esteve no Pará por ocasião das celebrações do Círio de Nazaré. "Vamos flexibilizar muito o porte de arma no Brasil. Comigo não vai existir o politicamente correto. Vocês terão armas de fogo", disse ele no Norte, na quinta-feira passada, 5.

Em seu discurso, Bolsonaro voltou a exaltar as Forças Armadas e disse que os militares, em um eventual governo seu "voltarão ao poder pelo voto". Ele ainda pediu uma "salva de palmas" ao general Antonio Mourão, que recentemente causou polêmica ao defender em público a intervenção militar.

 

Em seu voto a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o parlamentar fez uma homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante, ato pelo qual foi questionado pelo Conselho de Ética da Cãmara dos Deputados para ser livrado por seus pares.

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