Carmem Pompeu/Divulgação
Carmem Pompeu/Divulgação

Beto Richa critica discriminação do governo federal

'Nesse segundo mandato espero que as relações sejam maduras, republicanas e transparentes', disse

Julio Cesar Lima, Especial para o Estado

01 Janeiro 2015 | 19h04

CURITIBA - O governador reeleito do Paraná, Beto Richa (PSDB), tomou posse na tarde desta quinta-feira (1º) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), para seu segundo mandato. Em seu discurso, voltou a criticar a situação econômica do País e falou sobre a discriminação que o estado sofreu no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). 

"Nesse segundo mandato espero que as relações sejam maduras, republicanas e transparentes e esse não é, senão, o desejo dos eleitores do Paraná e do Brasil. O Paraná saberá cobrar o que lhe é de direito, mas com civilidade e cortesia, contudo tem pressa de cumprir seu plano de metas, a contribuição do Paraná ao país é inquestionável", disse Richa, que tem como vice-governadora Cida Borghetti, presidente estadual do PROS, que ocupa o Ministério da Educação no governo federal.

Richa voltou a citar os problemas econômicos do País, e afirmou que o governo central sofre de uma "crise ética e moral". "Sem sacrifícios não atingiremos nossas metas, que não são poucas, e o desafio de hoje não é menor do que enfrentamos há quatro anos, a situação econômica do país se deteriora a cada pregão da Bolsa de Valores e a cada medida do governo; e uma crise ética e moral que pode nos custar anos de avanços", comentou.

O governador voltou a atacar o governo petista. "Se o poder central agia de má vontade com o Paraná, mostramos que nós somos o nosso próprio poder. Juntos podemos exigir que o Brasil nos trate com respeito, nossos pedidos possam ser atendidos sem demora e sem política, somos brasileiros como todos e o Paraná a nunca virou as costas para o Brasil", disse.

No final do discurso, que demorou 40 minutos, Richa falou sobre avanços na economia estadual. Atraímos mais de R$ 35 bilhões em investimentos , fomos o terceiro maior gerador de empregos segundo o Caged; e tiramos o Porto de Paranaguá das páginas policiais para ser uma referência, segundo a Antaq, na gestão profissional", comemorou.

Antes de seu discurso, o presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), falou sobre algumas medidas tomadas durante sua gestão e também criticou o governo federal. "Devolvemos R$ 632 milhões (ao governo estadual), 42% do orçamento, em momento que o Brasil passa por uma incompetência vinculada a corrupção que tirou o país dos trilhos, o Paraná tem sido discriminado, mas o povo reconheceu isso e o reelegeu".

O secretário Chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra (PSD), afirmou que o governo será mais austero em suas contas, como forma de contrapartida às recentes medidas aprovadas na Assembleia Legislativa, consideradas impopulares, com aumento de impostos. "A contrapartida do governo será um controle dos gastos públicos e medidas administrativas que irão complementar as medidas apresentadas pelo governo do estado e aprovadas", disse.

No mês passado, Richa conseguiu a aprovação de diversos projetos que irão garantir um equilíbrio fiscal de R$ 15 bilhões (estimativa da Fazenda), que prevê aumento na cobrança da taxa de ICMS e pagamentos de IPVA como os principais itens.

No final da cerimônia Richa foi para o Palácio Iguaçu, sede do governo, onde iria dar posse aos 17 novos secretários de estado.

 

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