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Berzoini critica alianças e falta de projeto da oposição

TÂNIA MONTEIRO - Agência Estado

30 Abril 2014 | 12h 32

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, aproveitou o café da manhã com jornalistas, nesta quarta-feira, 30, no Palácio do Planalto para criticar as alianças e declarações dos pré-candidatos da oposição Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB. Ele lembrou que ninguém, até agora, apresentou propostas. "Apresentar crítica é uma coisa, apresentar proposta é outra coisa", declarou.

Ao falar do pré-candidato do PSB, que disse que, em seu governo, o ex-presidente do Senado José Sarney seria oposição, Berzoini respondeu atacando as alianças feitas por Eduardo Campos com os ex-senadores Jorge Bornhausen (SC), que foi presidente do PFL, que se transformou no DEM e Heráclito Fortes (PI).

"Acho engraçado quando o Eduardo, que sempre foi uma pessoa muito pragmática na política e eu sempre tive uma relação muito boa com ele, apresenta críticas a pessoas que estão aliadas conosco, sem olhar para as alianças que ele vem fazendo. Só para citar dois exemplos, pessoas que vieram da oposição a ele, inclusive, e ao nosso projeto e que estão se alinhando talvez taticamente a ele, como Bornhausen e Heráclito Fortes", rebateu Berzoini. Eduardo Campos acabou se aliando a Jorge Bornhausen, que fez oposição ao governo Lula, que depois que o filho do ex-senador, Paulo Bornhausen, se aliou ao PSB.

Segundo o ministro Ricardo Berzoini, "em certo momento", Eduardo Campos "vai ter que apresentar quais são as suas divergências com o projeto que nós conduzimos, e aí, quando ele apresentar quais são suas divergências e sua proposta de governo, nós vamos avaliar qual é o embate que tem que ser feito", ironizou. Berzoini fez questão de citar ainda que Eduardo Campos participou "de uma parte grande" do governo Lula e que foi eleito inclusive "com base nessa política de coalização política nacional que nós estamos participando".

O ministro acrescentou ainda que Eduardo Campos "tem entre os vários motivos para que ele tenha condições de ser candidato, os diversos investimentos federais que foram feito em Pernambuco, que são para o povo de Pernambuco, e não, para quem governa porque foram investimentos feitos para população do Estado".

Em relação a Aécio Neves, Berzoini foi mais direto, apontando diferenças em relação, por exemplo, à condução da política econômica entre PT e PSDB. Berzoini lembrou que o governo Lula, primeiro, e Dilma, depois, tem compromissos de continuar o combate à inflação, mas sem adotar medidas impopulares que alguns candidatos, como Aécio Neves, estão pregando. "Na verdade, ele disse que não teria medo de adotar medidas impopulares. Eu acho que o governante, de fato, não pode temer medidas difíceis. Mas, quando eu lembro do governo Fernando Henrique e que ele foi líder do PSDB, e que foi presidente da Câmara, quando ocorreram grandes malefícios para os trabalhadores, eu tenho certeza de que, quando ele fala de medidas impopulares, ele sabe do que ele está falando", comentou o ministro.

O ministro Berzoini lembrou, por exemplo, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu governo, enfrentou o início da maior crise financeira do século 21, que se prolonga até hoje, que talvez seja uma das maiores da história. Na época, citou o ministro, Lula "adotou a opção que foi muito criticada, mas que se demonstrou extremamente acertada. Era evitar que o pessimismo mundial contaminasse a economia brasileira". E explicou: "a opção foi: vamos com responsabilidade buscar o otimismo. Vamos manter o astral das pessoas, abrir canais de crédito para consumo e produção, vamos fazer desoneração tributária responsável e vamos manter a política de expansão de renda dos trabalhadores. Isto fez com que o Brasil fosse uma das primeiras economias a sair da situação mais grave da crise".

Berzoini prosseguiu salientando que a presidente Dilma Rousseff continua com esta estratégia, sempre com responsabilidade fiscal. "De maneira que nós temos uma política de desoneração em vários setores, uma política de incentivo ao crédito, expansão da atuação do Banco do Brasil e da Caixa. Ou seja, temos hoje este desemprego baixo. Não é por outro motivo. O governo se esforçou para que a crise mundial, que é real, não tivesse impacto social elevado para que o povo não fosse punido por algo que não teve culpa", completou.

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