GABRIELA BILÓ/ESTADÃO
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO

'Battisti tem de ser extraditado', diz Doria, na Itália

O prefeito de São Paulo disse que não vê razão para o italiano Cesare Battisti achar que será morto caso seja extraditado para o país

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

12 Outubro 2017 | 16h32

MILÃO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) disse nesta quinta-feira, 12, em Milão, na Itália, que não vê razão para o italiano Cesare Battisti, de 62 anos, achar que será morto caso seja extraditado para o país.

"Cesare Battisti tem de ser extraditado. Tem de obedecer à legislação italiana. Ele é condenado aqui. Não vejo razão de achar que ele será morto. Não me parece que na Itália as pessoas tratem assim as pessoas condenadas. Aqui, respeita-se lei."

Em entrevista à reportagem do Grupo Estado, Battisti, que foi condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas, disse que o Brasil vai "entregá-lo a morte" se aceitar a extradição. O presidente Michel Temer aguarda um parecer da Subchefia de Assuntos Jurídicos para decidir sobre o caso.

++‘Vão me entregar à morte’, diz Battisti

Doria também comentou as vaias ao governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), em Aparecida, no Vale do Paraíba (SP), nesta quinta-feira. "Faltou um pouco de respeito com a figura do governador Alckmin e demais autoridades."

Em abril, o prefeito de São Paulo foi ao Vaticano e, de acordo com ele, "insistiu" com o papa Francisco para que fosse a Aparecida. Perguntado sobre o motivo de ele mesmo não ido, respondeu que era mais fácil viajar para a Itália no feriado. 

Doria não alterou o ritmo de viagens após o Instituto Datafolha detectar na semana passada que 49% dos entrevistados rejeitam os deslocamentos. O prefeito desembarcou nesta quinta em Milão e, na próxima semana, tem outras duas viagens agendadas: para Goiânia e Assunção, onde participará de um evento do Lide - grupo de Líderes Empresariais, fundado por ele.

Na cidade italiana, Doria também participa na noite hoje de um jantar com empresários do país promovido pelo Lide. O primeiro compromisso na cidade foi uma palestra para estudantes na Universidade de Bocconi. Na fala, o prefeito criticou o PT, disse que não é político de carreira e defendeu as privatizações. Doria também ressaltou programas de governo que considera vitrines

da Prefeitura, como o Cidade Linda e o Corujão da Saúde.

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