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Bastidores: Convocação de ministros é retaliação a partidos que deixaram 'blocão'

Eduardo Bresciani e Ricardo Della Coletta

12 Março 2014 | 14h 13

Requerimentos aprovados por comissão da Câmara tinham o objetivo principal de chamar ministros do PP e do PDT, que deixaram bloco capitaneado por PMDB; Carvalho e Hage, do PT, também foram convocados

A convocação de quatro ministros pela Câmara dos Deputados teve como alvo a retaliação a dois partidos que não acompanharam o "blocão" na votação dessa terça-feira, 11, que impôs uma dura derrota ao governo com a criação de uma comissão externa para investigar a Petrobrás. Os requerimentos aprovados tinham como objetivo chamar Aguinaldo Ribeiro, ministro das Cidades, da cota do PP, e Manoel Dias, titular do Trabalho, indicado pelo PDT. Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Jorge Hage (Controladoria-Geral da União) foram apenas efeitos colaterais da briga interna na base. PP e PDT faziam parte do "blocão", mas após reuniões no Planalto abandonaram os rebeldes na segunda, 10.

A reunião da comissão de Fiscalização Financeira e Controle seguia em clima de negociação. No caso do ministro Arthur Chioro (Saúde), indicado pelo PT, os rebeldes da base, comandados pelo líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), concordaram em transformar o requerimento em convite, com a previsão da presença do ministro na próxima quarta-feira, dia 19. Convites também foram aprovados para Graça Foster, presidente da Petrobrás, e Márcio Zimmermann, secretário-executivo de Minas e Energia, para evitar a convocação de Edison Lobão, ministro do PMDB.

O confronto começou quando o líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), chegou à sala e tentou retirar da pauta o pedido de convocação de Aguinaldo Ribeiro para falar sobre o pagamento de emendas parlamentares e a obrigatoriedade de simuladores em auto-escolas. Cunha não concordou nem com a retirada nem com a transformação em convite, que tem menor peso político porque o ministro não seria obrigado a comparecer. Os dois chegaram a bater boca e Eduardo da Fonte disse que não poderia haver "dois pesos e duas medidas", lembrando os acordos feitos nos outros casos.

Em um gesto de demonstração de força, o "blocão" comandou a aprovação da convocação de Aguinaldo e teve a mesma atitude em um requerimento relativo a Manoel Dias, que deve ser ouvido sobre denúncias de irregularidades em convênios com organizações não-governamentais. Nesse caso, além do ministro do PDT a convocação se estendeu a Carvalho e Hage. PT, PP, PDT e PROS ficaram isolados e o "blocão" liderado pelo PMDB apoiou os pedidos originários da oposição.

Lideranças dos rebeldes confirmaram após a reunião que o objetivo das convocações foi de mandar um recado aos "ex-aliados".

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