BASTIDORES: Aliados de Alckmin veem ‘expulsão branca’

Avaliação é de que prorrogação do mandato do senador Aécio Neves à frente do PSDB até maio de 2018 forçaria o governador paulista a deixar a sigla para disputar o Palácio do Planalto por outra legenda já em 2017

Pedro Venceslau e Julianna Granjeia, O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2016 | 05h00

A prorrogação do mandato do senador Aécio Neves à frente do PSDB até maio de 2018 foi tratada por aliados do governador Geraldo Alckmin como uma “expulsão branca” do partido. A avaliação é de que a medida forçaria o paulista a deixar a sigla para disputar o Palácio do Planalto por outra legenda já em 2017, uma vez que ele não teria tempo legal de buscar outra opção caso não consiga vencer Aécio internamente. 

Alckmin recebeu do PSB a sinalização de que o partido aceitaria tê-lo como candidato caso não se viabilize no PSDB. 

Se a PEC da reforma política – já aprovada no Senado e em tramitação na Câmara – passar, Alckmin também perde a força conquistada na última eleição. O texto, de autoria de Aécio, estipula que os políticos que conquistarem mandatos nas eleições de 2016 e 2018 vão perdê-los caso se desfiliem dos partidos pelos quais disputaram o pleito. Segundo apurou o Estado, Alckmin foi pego de surpresa ontem. O governador foi consultado sobre a prorrogação do mandato de Aécio em encontro com a cúpula tucana com a presença de FHC. Na ocasião, teria dito que a discussão poderia ser feita no ano que vem.

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