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Base governista em SP encerra CPI da CDHU

- Atualizado: 04 Novembro 2009 | 09h 03

Os deputados da base governista da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) encerraram ontem os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de fraudes em licitações para construção de casas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O governo propôs a prorrogação do funcionamento da CPI por 15 dias, mas o requerimento foi rejeitado pelos parlamentares do PT, Enio Tatto e Antonio Mentor, que queriam que prazo entre 22 e 30 dias. Diante da discordância, os trabalhos da comissão foram considerados encerrados.

Os parlamentares do PT apresentaram como justificativa para a necessidade de mais tempo, além dos 15 dias propostos pela base governista, a existência de diversos requerimentos aprovados que agendavam depoimentos de pessoas que poderiam trazer informações sobre os fatos a serem investigados.

"São diversas pessoas entre ex-prefeitos, ex-presidente da CDHU, representantes do Tribunal de Contas do Estado e outros que não puderam ser ouvidos, bem como não foi possível a análise de documentos solicitados à Polícia Civil e à própria CDHU, que nos dariam base para a análise criteriosa das denúncias", afirmou Tatto. Para os petistas, a base governista "enterrou" a CPI ao negar prazo maior.

Acordo

O relator da CPI, Roberto Morais (PPS), informou aos deputados que em função dos impasses sobre a prorrogação dos trabalhos fez um grande esforço para apresentar o relatório final ainda nesta sessão, o que foi feito. Após diversas interrupções e da entrega de cópias aos parlamentares, foi novamente suspensa a sessão para a elaboração de um acordo para a apreciação do relatório. Depois de finalizados os entendimentos, o documento final foi dado por lido e a reunião da CPI foi prorrogada por 48 horas para discussão e votação do relatório, o que deverá ocorrer amanhã.