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'Bando de rato de vagabundo', diz homem em Dubai a Eunício, petista e tucano

Brasileiro encontrou senadores em aeroporto e os hostilizou; imagens foram divulgadas nas redes sociais - veja o vídeo

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2018 | 20h59

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Antônio Anastasia (PSDB-MG) foram hostilizados nesta sexta-feira, 13, no Aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Um vídeo postado nas redes sociais mostra dois brasileiros criticando os parlamentares em uma sala VIP no terminal, onde eles faziam conexão rumo ao Japão.

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Veja o vídeo

Segundo o vídeo, um homem identificado como João chama os senadores de "bando de rato de vagabundo", "ladrão" e "nojentos". "Fico triste. O povo acha que vocês estão lutando pelos direitos do povo. É que nem eu disse antes: são um bando de ratos de vagabundos. E esse aqui (apontando para Eunício) ainda tem cara de pau de me dizer que 90% da política do Congresso está certa", afirmou o homem.

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O vídeo mostra apenas Eunício e Viana. Anastasia, que também estava no local, não aparece. Ao ouvir as ofensas, o senador petista se levanta da poltrona e argumenta que está indo pegar um refrigerante. Já Eunício continua sentado e não rebate. "Se vocês não roubassem como roubam, o Brasil estaria melhor. Bando de ratos nojentos, seus vagabundos, ladrão, nojento", disse o mesmo homem. "Quantos estão morrendo nos hospitais por vocês roubarem? E tu não tem vergonha na cara de dizer que eu não tenho o direito de agredir? Como não?", emenda o brasileiro.

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"Temos pena daquele Brasil lá", diz o outro homem aos senadores, que também foram questionados sobre a reforma da Previdência e sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

A assessoria de Eunício informou que ele não se pronunciará. Os outros dois senadores ainda não responderam.

Eunício viajou ao Japão a convite do governo local. Ele e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tiveram de se ausentar do País nos últimos dias em razão da viagem do presidente Michel Temer (MDB) ao Peru para participar da Cúpula das Américas. Primeiros na linha sucessória, eles não poderiam assumir a Presidência da República, pois se tornariam inelegíveis no pleito deste ano, como estabelece a legislação eleitoral.

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