Fabio Motta/Estadão
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Bancada do PT libera deputados a assinar requerimento do PSOL contra Cunha

Oficialmente, a decisão cabe à direção nacional do partido, que ainda não se manifestou, mas parlamentares que apoiaram iniciativa não devem ser punidos

DAIENE CARDOSO, O Estado de S. Paulo

13 Outubro 2015 | 15h28

Brasília - Com a decisão mais ampla da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber interditando o início do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, parlamentares do PT foram liberados informalmente a assinar o requerimento encabeçado pelo PSOL de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Oficialmente, o líder da bancada, Sibá Machado (AC), disse que a decisão sobre o pedido de processo contra Cunha no Conselho de Ética cabe à direção nacional do PT, mas, ao final da reunião da bancada, 28 petistas já haviam assinado o requerimento de apoio à iniciativa do PSOL.

Machado afirmou que o posicionamento dos deputados que assinaram o documento é de caráter individual. Entretanto, não haverá punição aos apoiadores da representação, que será protocolada nesta tarde.

Entre os petistas que deram formalmente seu apoio ao pedido do PSOL estão Maria do Rosário (RS), Henrique Fontana (RS), Pepe Vargas (RS), Décio Lima (SC), Zeca Dirceu (PR), Wadih Damous (RJ) e Luizianne Lins (CE). "Estamos convencidos de que ele não está legitimado a permanecer à frente da Câmara", argumentou Maria do Rosário.

Segundo relatos, os líderes da bancada usaram um discurso mais moderado. "Agora não é prudente votar oficialmente pela cassação", disse um dos líderes. A maior parte dos deputados, no entanto, pregou o afastamento de Cunha. "Esperamos que o Conselho de Ética possa se pronunciar em tempo curto", comentou Paulo Teixeira (SP).

A decisão da ministra Rosa Weber foi comemorada pelos petistas que participaram da reunião. "Entendemos que ele (Cunha) não tem condição de presidir qualquer processamento de impeachment. Ele não tem condições políticas e jurídicas para fazê-lo. Entendemos que, neste momento, acabou esse debate do impeachment no Congresso Nacional", declarou Teixeira.

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