Ayres Britto estreia como articulista do 'Estado'

Ex-presidente do Supremo, autor de livros jurídicos e de poesias, passa a escrever artigos no quarto domingo de cada mês

O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2015 | 02h03

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto passa a integrar o time de articulistas da página A2 do Estado. O ex-ministro estreia amanhã sua participação, sempre no quarto domingo de cada mês.

O ex-presidente do Supremo tem a carreira marcada pela atuação na advocacia, na magistratura e no meio acadêmico. Ayres Britto chegou ao STF em abril de 2003, indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga de Ilmar Galvão.

No Supremo, foi relator de julgamentos emblemáticos como o da descriminalização do aborto de anencéfalos, em 2011, e o do reconhecimento da união homoafetiva, em 2012. Foi também relator do julgamento que extinguiu a Lei de Imprensa, criada na ditadura militar. Defensor da liberdade de expressão, Ayres Britto diz que a imprensa deve responder pelo que publica, mas sempre em plena liberdade. "Não é por medo do abuso que vai se coibir o uso."

Ayres Britto presidiu o STF de abril a novembro de 2012, deixando o cargo ao se aposentar, aos 70 anos. Em sua gestão, teve início o julgamento do mensalão.

Natural de Propriá (SE), cursou direito em Sergipe. Foi consultor-geral do Estado, procurador-geral de Justiça e procurador do Tribunal de Contas. Entre 1993 e 1994, foi conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Ayres Britto também é conhecido por estudar filosofia e escrever poesias. É membro da Academia Brasileira de Letras Jurídicas e da Academia Sergipana de Letras.

Publicou obras literárias como Teletempo; Um lugar chamado luz; Uma quarta de farinha; A pele do ar; Varal de Borboletas e Ópera do Silêncio. Na área jurídica, Ayres Britto escreveu Teoria da Constituição; O Perfil Constitucional da Licitação; Interpretação e Aplicabilidade das Normas Constitucionais (coautoria); Jurisprudência Administrativa e Judicial em Matéria de Servidor Público e O humanismo como categoria constitucional.

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