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Política

Sindifisco

Auditores fiscais ameaçam greve em Minas

Servidores avaliamparalisação em protesto contra o parcelamentode salários, conformeanunciou governo estadual

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Leonardo Augusto, ESPECIAL PARA O ESTADO,
O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2016 | 06h37

O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual (Sindifisco-MG), Lindolfo Fernandes de Castro, informou que os auditores da Secretaria da Fazenda de Minas Gerais poderão entrar em greve em protesto contra o parcelamento de salários dos servidores públicos por três meses a partir de fevereiro, conforme anunciou o governo estadual.

“Temos que colocar em votação junto à categoria, mas o posicionamento da direção da entidade é puxar pela paralisação”, afirmou Castro. Os auditores são responsáveis pela fiscalização do pagamento de impostos e cobrança de tributos em atraso. A data para a assembleia ainda não foi fechada.

Por ter salários acima de R$ 6 mil, a categoria, conforme anunciou o governo na sexta-feira, está entre os 8% dos servidores públicos estaduais que receberão o salário em três parcelas nos meses de fevereiro, março e abril. Na quarta-feira, o Sindifisco entrou com mandado de segurança contra a decisão do governo. Ainda conforme o anúncio do governo, vencimentos entre R$ 3 mil e R$ 6 mil, 17% do total de funcionários, receberão em duas vezes. Os salários até R$ 3 mil, 75% dos servidores, serão pagos de uma só vez.

Apesar da possibilidade de greve, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público no Estado de Minas Gerais (Sindipúblicos), Geraldo Antonio Henrique da Conceição, acredita que a decisão do governo de pagar a maior parte do funcionalismo de uma só vez, no quinto dia útil, deverá fazer com que paralisações sejam localizadas. “Isso desmobilizou o conjunto dos servidores que já se preparavam para protestar contra o governo depois do atraso ocorrido em janeiro.”

Crise. A justificativa do governo Fernando Pimentel (PT) para o parcelamento é o recuo na arrecadação. O déficit previsto para 2015 nas contas de Minas está previsto em R$ 10 bilhões.

Segundo Conceição, como a maior parte da categoria não terá alteração na forma de recebimento do salário, é possível que a paralisação programada para o próximo dia 27 não ocorra. A decisão sai em assembleia marcada para esta terça-feira, 19.

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