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Sindicato dos Auditores Fiscais de MG defende greve contra parcelamento de salários

- Atualizado: 18 Janeiro 2016 | 15h 30

O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual diz que decisão ainda deve ser colocada em votação junto à categoria, mas que posicionamento da direção da entidade é pela paralisação prevista para acontecer a partir de fevereiro

BELO HORIZONTE - Auditores da Secretaria da Fazenda de Minas Gerais poderão entrar em greve por três meses, a partir de fevereiro, em protesto contra o parcelamento de salários dos servidores públicos anunciada pelo governo do Estado. A informação é do presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual (Sindifisco-MG), Lindolfo Fernandes de Castro. "Temos que colocar em votação junto à categoria, mas o posicionamento da direção da entidade é puxar pela paralisação", afirmou o sindicalista. Os auditores são os responsáveis pela fiscalização do pagamento de impostos e cobrança de tributos em atraso. A data para a assembleia da categoria ainda não foi fechada.

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT)

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT)

Por ter salários mais elevados, acima de R$ 6 mil, a categoria, conforme anunciou o governo de Minas na última sexta-feira, está entre os 8% dos servidores públicos estaduais que receberão o salário em três parcelas nos meses de fevereiro, março e abril. Na quarta-feira, o Sindifisco entrou com mandado de segurança contra a decisão do governo. Ainda conforme o anúncio do governo, servidores com vencimentos entre R$ 3 mil e R$ 6 mil, que são 17% do total, receberão em duas vezes. Os salários até R$ 3 mil, 75% dos servidores, serão pagos de uma só vez, no quinto dia útil.

Apesar da possibilidade de greve dos auditores, o diretor-político do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público no Estado de Minas Gerais (Sindipúblicos), Geraldo Antonio Henrique da Conceição, acredita que a decisão do governo de pagar a maior parte do funcionalismo de uma só vez, no quinto dia útil, ou seja, sem alteração até mesmo na data do depósito na conta-corrente dos trabalhadores, deverá fazer com que paralisações sejam localizadas entre a categoria. "Isso desmobilizou o conjunto dos servidores, que já se preparavam para protestar contra o governo depois do atraso ocorrido em janeiro". O salário pago no mês, que deveria cair na conta dos servidores no dia 8, só chegou aos funcionários no dia 13.

A justificativa do governo para o parcelamento é o recuo na arrecadação de impostos e as péssimas condições financeiras do Estado herdadas de gestões anteriores. O déficit previsto para o ano passado nas contas públicas de Minas Gerais está previsto em R$ 10 bilhões. Segundo Geraldo Henrique, como a maior parte da categoria não terá alteração na forma de recebimento do salário, é possível que até mesmo a paralisação que vinha sendo organizada pelo Sindipúblicos para ocorrer no dia 27 não seja realizada. A decisão sai em assembleia que acontece amanhã, 19.

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