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Audiência da CPI da Petrobrás com diretora da ANP ignora Pasadena

EDUARDO RODRIGUES - Agência Estado

02 Julho 2014 | 16h 57

Esvaziado e sem a presença da oposição, encontro da comissão que investiga a estatal no Senado não tocou em assuntos polêmicos

Brasília - Em audiência esvaziada da CPI da Petrobrás no Senado nesta quarta-feira, 2, a diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, não foi questionada uma só vez sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela petroleira brasileira.

A própria Petrobrás já reconheceu um prejuízo de US$ 530 milhões no negócio, mas os parlamentares da base aliada preferiram questionar a diretora sobre questões menores, como a maneira como plataformas de petróleo são fiscalizadas no mar.

Magda repetiu uma apresentação já feita em audiências públicas de comissões de trabalho do Congresso a respeito da fiscalização da atividade exploratória nos oceanos, realizada pela ANP em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Ministério do Trabalho e a Marinha do Brasil. "A ANP lida com a segurança dos poços, dos equipamentos submarinos e todas as máquinas que vão acima das plataformas", reafirmou.

Apenas dois senadores fizeram perguntas à diretora-geral da ANP. O relator da CPI, José Pimentel (PT-CE), insistiu no tema da segurança das plataformas marítimas de exploração de petróleo, com perguntas que já haviam sido esclarecidas na apresentação inicial feita por Magda.

Ela voltou a negar que as estruturas possam ser lançadas ao mar sem todos os requisitos de segurança necessários e afirmou que os órgão de fiscalização realizam toda a averiguação necessária nos equipamentos antes da entrada em operação das plataformas.

Já a senadora Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) apenas enalteceu o trabalho realizado pela ANP e perguntou sobre a segurança da informação dos bancos de dados da agência reguladora. Da CPI da Petrobrás participam apenas senadores da base aliada do governo. Os parlamentares de oposição comparecem somente às reuniões da CPI mista, da qual também participam deputados federais.