Ed Ferreira/Estadão
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Astra se recusou a investir em Pasadena, diz Cerveró

Acusado de formular relatório de compra apontado como 'falho' pela presidente Dilma Rousseff alegou que parceria com empresa belga era 'impossível'

LAÍS ALEGRETTI, RAFAEL MORAES MOURA E VICTOR MARTINS, Agência Estado

16 Abril 2014 | 12h53

Brasília - O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró afirmou em audiência pública na Câmara nesta quarta-feira, 16, que integrantes da cúpula da estatal aproveitaram uma viagem do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a região europeia da Escandinávia para fazer uma reunião com dirigentes da belga Astra Oil. A tentativa, segundo ele, era iniciar as tratativas para fazer um acordo para comprar a outra metade da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), que até então pertencia a Astra.

Cerveró disse que foi a recusa da empresa belga em investir na ampliação de Pasadena que tornou a parceria "impossível". A proposta inicial era pagar US$ 500 milhões pela parcela da refinaria. Depois, o valor subiu para US$ 788 milhões.

Contudo, afirmou ele, o cenário interno havia mudado, com aumento da demanda de investimentos no mercado nacional, e a diretoria da estatal não aprovou a compra do restante da refinaria. Cerveró citou ainda o fato de que houve a crise internacional em 2008. Com a decisão da Petrobrás, houve um pedido de arbitragem pela Astra, que culminou num acordo extrajudicial de US$ 820 milhões.

O ex-diretor disse que o custo total, após o processo de arbitragem, foi de US$ 1,23 bilhão, valor diferente do dito na terça pela presidente da Petrobrás, Graça Foster, que disse ter custado US$ 1,25 bilhão. Ele destacou que o valor era abaixo da média de compra de refinarias nos Estados Unidos e da construção de outra nova.

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