Associação Mundial de Jornais cobra ação de presidente Lula

Corte do Distrito Federal se declarou incompetente para julgar o caso e manteve a mordaça ao 'Estado'

AE, Agência Estado

08 Outubro 2009 | 12h36

Sem obter resposta oficial da primeira carta enviada no dia 10 agosto, a Associação Mundial de Jornais (WAN) e o Fórum Mundial de Editores (WEF) pediram novamente "ação" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, sobre a censura ao jornal O Estado de S. Paulo, que completa hoje 69 dias. WAN e WEF, que atuam em nome de 18 mil publicações em mais de 120 países, têm status de representantes na Organização das Nações Unidas (ONU) e demonstram na nova carta, enviada anteontem ao Planalto e ao STF, preocupação com a última decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF).

 

"Estamos preocupados porque, dois meses após a primeira decisão judicial, a censura se mantém", anota o texto assinado pelos presidentes da WAN, Gavin O'Reilly, e da WEF, Xavier Vidal-Folch. Há uma semana, a Corte do Distrito Federal se declarou incompetente para julgar o caso, manteve a mordaça ao Estado e remeteu o processo para a Justiça do Maranhão, lar da família Sarney.

 

"Respeitosamente lembramos que a proibição legal de produzir reportagens constitui um ato de censura legal e é uma clara violação do direito de livre expressão, o que é garantida pela Constituição brasileira e por numerosas convenções internacionais", explica a carta. O Estado de S. Paulo e estadao.com.br continuam proibidos de divulgar informações da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal (PF), que envolve Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Fernando já foi indiciado por falsificar documentos para favorecer empresas em contratos com estatais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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