‘As decisões que tomarei serão avaliadas em 2014’

Deputado estadual mais votado de São Paulo, Bruno Covas fala sobre a expectativa de assumir Secretaria do Meio Ambiente

Lucas de Abreu Maia / SÃO PAULO, O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2010 | 21h40

Deputado estadual mais votado de São Paulo, Bruno Covas optou por trocar a visibilidade que teria na Assembleia - seu nome chegou a ser cotado tanto para a presidência da Casa quanto para a liderança do governo - pela Secretaria do Meio Ambiente, considerada inexpressiva por muitos.

 

O que o atraiu na pasta?

O Estado tem uma agenda ambiental importante, ligada à política do século 21. É uma secretaria que precisa ser mais ágil: dizer sim quando precisa ser dito e dizer não quando a lei impede, seja para uma obra pública ou privada.

 

O ex-governador José Serra lançou no ano passado a Política Estadual de Mudanças Climáticas. A medida foi considerada um avanço, mas também ambiciosa demais e de difícil implementação. Como o sr. pretende levá-la adiante?

É um programa de redução de gases (estufa) ambicioso, porque prevê que, em 2020, teremos 20% de redução em relação ao que era emitido em 2005. A queima da palha (na produção de cana) contribuiu muito para as emissões e há previsão de redução. Existem vários incentivos ao transporte de massa, como metrô e bicicletas. Há uma série de procedimentos para se atingir essas metas que agora são lei no Estado.

 

O sr. foi o deputado estadual mais votado. A Secretaria do Meio Ambiente tem visibilidade suficiente para manter este capital político?

Em 2006, a população me deu um voto de confiança. Em 2010, ela avaliou um trabalho de quatro anos como deputado estadual. Em 2014, serão avaliadas as decisões que tomarei a partir de agora, então a população vai julgar se eu mereço ou não continuar na vida pública. Tenho que trabalhar para tentar corresponder às expectativas das pessoas. Se a pauta eleitoral fica a todo o tempo vindo à tona, você não toma decisões importantes, você não escolhe lado e acaba precisando fazer média com todo mundo.

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