Arthur Virgílio exige mesmo espaço que Alckmin na convenção do PSDB

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, prefeito de Manaus diz que seria 'constrangedor' se FHC ligasse pedindo para ele desistir

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2017 | 16h43

Pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, enviou ao presidente interino da sigla, Alberto Goldman, um ofício pedindo que seu nome seja incluído nas próximas pesquisas de intenção  de voto.

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Recebeu como resposta que o partido “não faz pesquisas”. Tucano histórico, Virgílio também avisou que participará da convenção nacional tucana, no sábado, em Brasília. Ele quer falar ao microfone logo depois (ou antes) do governador Geraldo Alckmin, também presidenciável e que deve ser aclamado presidente do PSDB no evento.

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Ao Estado, o prefeito de Manaus revelou que fará um discurso “forte” na convenção: exigirá prévias com a participação de todos os filiados para escolher o tucano que representará o PSDB na disputa presidencial e criticará o fato de Alckmin acumular o comando partidário com a condição de pré-candidato.

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“Isso é esdrúxulo”, afirmou. Quando questionado sobre a pressão dos caciques tucanos para que desista em nome de Alckmin, Virgílio foi categórico ao dizer que não desistirá.

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“Essa história de que não há tempo para fazer prévias é uma questão de boa vontade. Não podemos deixar que supostos cardeais decidam o que vai ser feito. Vou até o fim nas prévias. Seria constrangedor se FHC ligasse pedindo para eu desistir”.  

Ele nega com veemência qualquer proposta para que as prévias sejam feitas com um colegiado menor em vez de abrir a urna para todos os militantes do partido.  "Ou eles me violentam, e isso terá consequências, ou as prévias serão amplas. Se não forem,  vou fazer uma campanha aberta dizendo que o PSDB caminha para a extinção ou a irrelevância”. 

Procurado, Goldman afirmou que ainda não definiu o roteiro das falas na convenção, mas garantiu que não pretende “privilegiar ninguém”.

Sobre as prévias, disse que ainda não há um modelo definido, mas reconheceu que, hoje, não há instrumentos para uma consulta aos mais de 1 milhão de filiados ao PSDB.

Para marcar posição, Virgílio marcou uma intensa agenda de conversas com tucanos na sexta-feira, em Brasília.       

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